quinta-feira, 7 de junho de 2012

Jovens mobilizam-se em prol ao meio ambiente


Na semana do meio ambiente, alunos do SENAC realizam campanha de recolhimento de resíduo eletrônico

O tempo fechado do sábado, 02 de junho, não foi motivo de desânimo para os alunos da turma 209 do Curso Menor Aprendiz (da Escola de Educação Profissional – SENAC – SM) que estavam arrecadando resíduos eletrônicos, das 9h às 17h.
A ação, denominada Reutilizar é utilizar, foi organizada pelos alunos a partir de uma proposta de trabalho pelo professor Junior Scheuer, da disciplina de Dicção, desinibição e oratória. Ana Paula Trancoso, 18 anos, vestibulanda para Relações Publicas, explicou que a atividade consistia em cada turma criar um projeto de conscientização sobre o meio ambiente (que tem como data comemorativa o 05 de junho). A partir disso, a turma idealizou a coleta de resíduos eletrônicos, pois acreditam que boa parte da população não sabe onde depositar esse material, o qual possui elementos tóxicos quando em contato com a natureza.
Dessa forma, a turma organizou a atividade em cinco ações: “Primeiro organizamos o projeto e fizemos a ata administrativa. Depois criamos um evento no Facebook para convidarmos mais pessoas. Num terceiro momento, entregamos folders, com a data do recolhimento, no centro da cidade e hoje, estamos recolhendo o material, na esquina do Calçadão com o Banrisul”, explicaram Ana Paula e Bruna Winckler Retamar, 18 anos, vestibulanda para Engenharia Florestal.
            O professor Junior Scheuer explica que o que o motivou a promover a Semana do Meio Ambiente com o tema - Pessoas Pensantes. Pessoas Responsáveis! foi a compreensão de que “precisamos de pessoas pensantes, responsáveis, éticas. Assim, minhas ações são construídas com o embasamento teórico claro, aliado a sua execução prática. Para chegar a essência de tocar os estudantes de uma maneira transformadora, resolvi entregar e apostar na capacidade e criatividade dos alunos para construir algo significativo a eles, disseminando aos demais estudantes e pessoas envolvidas”. Explicou ainda que no total das turmas foram realizados 25 projetos que serão apresentados entre si segunda-feira, em sala de aula.
            O material eletrônico coletado será entregue para o Centro Marista de Inclusão Digital (CMID). Nesse centro, o material é utilizado para a construção de robôs e investimentos em tecnologia e educação. Já as pilhas e as baterias serão entregues à outra instituição, ainda não definida pela turma, explicou Bruna Retamar.


Na foto, parte da turma 209, da esquerda para direita: Luzieine Rodrigues, Ana Paula Trancoso, Bruna Retamar, Weschan Nunes, Weslwy, Walber Rosa e Pedro Renegan (sentado).

Confira parte do material recolhido:



Para saber + - Se você não pode ajudar com o projeto, mas quer colaborar com o meio ambiente, entregue seus resíduos eletrônicos no CMID – Centro Marista de Inclusão Digital. Contato: 55-3312-5373 ou pelo site http://cmid.net84.net/


Por Luana Iensen Gonçalves, acadêmica de Jornalismo




sábado, 2 de junho de 2012

Mostra das profissões no CMSM

Olá!!
Aos que participaram da Mostra das Profissões do CMSM, comunico que meu texto sobre o evento foi publicado no site da Agência de Notícias Central Sul da UNIFRA. Confiram o link: http://centralsul.org/?p=3814

Luana Iensen - Acadêmica de Jornalismo

terça-feira, 29 de maio de 2012

2° Profitecs movimenta a UFSM


A 2° edição da Mostras Integrada de Profissões, Tecnologias, Cultura e Seviçoes  (Profitecs) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) encerrou suas atividades no sábado, 26 de maio de 2012. Segundo os organizadores do evento, o objetivo principal da Mostra foi aproximar a universidade com a comunidade, tanto acadêmica, quanto externa à instituição.
Entre os três dias de Profitecs, a programação foi variada. Além dos espaços de mostra dos Cursos da UFSM, de Serviços, a agenda cultural contou com apresentações musicais, artísticas, teatro, apresentações de documentários e curtas pelo cineclube, exposições na Rua das Artes e na Casa de Artes Visuais. O encerramento teve a participação especial do grupo de nativismo Raízes.
No período da Mostra, profissionais e o público em geral puderam aproveitar a feira para sanar dúvidas sobre os cursos e serviços, e curtir a programação cultural.
No sábado, entre as excursões de visitantes, o grupo de vestibulandos do Pré-vestibular Alternativa tiveram a oportunidade conhecer melhor o espaço da UFSM e obter informações referentes aos cursos que pretendem prestar vestibular.
“Achei bastante interessante que cada estande era bem diferente do outro (claro não só pelos cursos que eram diferenciados), mas a cada visita aos estandes dos cursos tu percebias que era uma recepção nova, os alunos, por exemplo, de pedagogia, foram bem animados e otimistas com o que estavam ali apresentando”, comenta Michele de Lima, 17 anos, vestibulanda para pedagogia.
O depoimento é consoante com a organização do evento que privilegiou os visitantes, pois havia “anjos”, espécie de guias, que assessoram as turmas de visitantes e mostravam todas as atrações da mostra. Além disso, O evento contou com uma ampla cobertura através do site da UFSM, da Rádio Universidade e, na manhã de sábado, houve a transmissão do programa Norton Cezar, da Rádio Medianeira.
Para uma das coordenadoras do Alternativa, Tatiane Gomes, a Profitecs “foi um evento bastante interessante, pois além de ter contato com os cursos ofertados pela UFSM, o visitante também pode conhecer alguns dos projetos desenvolvidos na Instituição e desfrutar da programação cultural que englobou vários estilos musicais. Minha única crítica em relação ao evento é justamente ao papel do guia, uma vez que foi possível constatar que alguns preocupavam-se em apresentar cada stand, enquanto outros apenas conduziam o grupo pelo parque. Pessoalmente achei muito bom o espaço ocupado pelo PVPA, apesar de afastado da mostra de cursos, que era o principal atrativo da mostra, tivemos uma estrutura excelente, que nos permitiu apresentar nosso Projeto satisfatoriamente”.
O professor de literatura, Anderson Proença de Andrade, afirma que a Feira suscitou "ideias para um debate entre a UFSM e os setores sociais e econômicos de Santa Maria e mostra-se imperativa, imprescindível, pois é, nosso município, um celeiro em relação à juventude estudantil que se insurge diariamente, almejando, simultaneamente, uma graduação e um digno espaço no mercado de trabalho. Além disso, creio que por meio dessa iniciativa, insurge-se a possibilidade de diálogos culturais e de manifestações artísticas capazes de promoverem descontraição, possibilidades de expressão e potencialidades intelectuais antes desconhecidas".
O encerramento teve a participação especial do grupo de nativismo Raízes no espaço cultural do evento.
Alunos da Turma 3 e 4 do Alternativa Pré-Vestibular.

Texto e foto de Luana Iensen

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A irreverência de Juremir Machado na Feira do Livro SM


O público do Livro Livre de hoje pôde dar boas risadas e compartilhar de conhecimentos acerca de história, política, literatura e jornalismo. Tudo isso porque, o convidado foi o jornalista, professor e escritor Juremir Machado. De forma irreverente, o pesquisador conversou sobre os política e jornalismo, literatura, trabalho e seu dia a dia.
De um modo singelo e sincero, sua marca registrada, relatou que em seu programa na Rádio Gaúcha, esfera pública, algumas vezes o debate “esquenta” e ele deixa ser âncora para criticar. Afirmou que “no rádio é preciso tem bate-boca, que os ouvintes gostam, desde que seja por pouco tempo”.
Quando indagado sobre sua opinião a respeito da Revista Veja, não hesitou não resposta: “sabe quando você precisa de uma limpeza? De vomitar? De ter uma diarreia? Pois bem, leia a Veja e coloque tudo pra fora”.
Por declarações sinceras e críticas em seus textos sobre política, música, meios de comunicação, etc, o próprio sociólogo confirma “faço parte da lista negra de escritores, mas também não tenho medo de criticar, de me queimar. Sou um autor maldito”.
Foi no embalo de declarações e risadas que Claudemir conduziu a conversa com Machado.
A escrita faz parte da vida de Juremir, seja no trabalho como jornalista, professor ou escritor ou pelo simples prazer de escrever. E ele foi categórico ao afirmar que o ato de escrever é um vício, não se imagina fazendo outra coisa. A única queixa dele é referente ao preço dos livros, “é preciso baixar e muito o valor dos livros, eles não podem custar mais do que R$10 ou R$15. Está na hora de reinventar o mercado do livro”.
Por mais uma noite a Feira do Livro de Santa Maria enriqueceu culturamente seu público. E espero que, para a próxima edição, editoras e livreiros aprendam e comecem a “reinventar o mercado do livro”.

Professora de português e alunos do ensino médio lançam livros na Feira


A prática de leitura e produção em sala de aula pelos jovens é o desejo e realização de trabalho de qualquer professor. A Feira do Livro, assim, é considerada um espaço para o incentivo, a iniciação pelo mundo das letras, imagens, sensações. A professora de língua portuguesa Maribel da Costa Dal Bem e seus alunos dos primeiro do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Cilon Rosa lançaram dois livros na Feira do Livro de Santa Maria, em 08 de maio, e evidenciam o interesse que os jovens têm em ler e produzir textos.
O livro lançado pela professora Maribel da Costa Dal Bem, Prazer em Aprender, apresenta atividades com “novas metodologias que despertam e aguçam o desejo do aprendiz e que auxiliam o educador na proposição de uma aula mais dinâmica e produtiva”. Maribel comentou que o lançamento do livro torna-se um evento importante pela grandiosidade que a Feira do Livro representa. Para a educadora, isso ocorre porque pessoas de diferentes áreas de estudo e idades circulam pelo evento, prestigiam, conhecem o trabalho local.
A professora visita a feira há anos, mas essa foi a primeira vez que lançou um livro. A respeito do movimento da feira, Maribel afirmou estar maravilhada, pois a programação tem qualidade e diversidade de temas. Outro ponto positivo, em sua visão, é que mais professores têm lançado livros, sejam teóricos ou práticos, de suas áreas de atuação. Esse fato “gera mais qualidade na escola, pesquisa constante para os professores e consequentemente, melhoras para os alunos”, avalia a professora.
Além disso, outro dado que a deixou feliz este ano, foi o lançamento do livro Perguntas e respostas de jovens para jovens escrito pelos seus alunos do 1° ano da EEEM Cilon Rosa (turmas 101, 102, 103 e 104). Maribel explica que a iniciativa surgiu em uma proposta de atividade das aulas de redação, “pedi que cada um fizesse uma pergunta contextualizada sobre suas dúvidas e angustias enquanto adolescentes. As perguntas foram trocas entre colegas e um respondeu a do outro, aconselhando-o”. Nas perguntas, os temas foram variados, como família, namoro, valores, vícios, escolas, trabalho, profissão, etc. Encantada pela maturidade dos alunos perante a atividade, a professora sugeriu a publicação em forma de livro.

Da esquerda para à direita, sentados: Douglas Doná, Samuel de Souza, Pedro Cardoso, Maribel Dal Bem e Bruna Oliveira.

Entre os autores do livro, estiveram presentes no lançamento os alunos Samuel de Souza, 15, Bruna Oliveira, 17, Pedro Cardoso, 15, e Douglas Doná, 15. Para o jovem Cardoso, a publicação foi uma experiência nova e comenta: “é interessante saber que um público amplo e variado estará lendo nossos textos fora do espaço sala de aula”. Afirmam que estão motivados para uma nova produção no próximo ano. Os alunos explicaram que fizeram uma rifa para financiar a impressão do livro e tiveram apoio e incentivo dos demais professores e diretoria da escola.
O publicitário Nicão Xavier, 23, que foi à feira prestigiar o lançamento, afirma que são iniciativas como essa que estimula os adolescentes a pratica de escrita. O estudante do 2° ano do Cilon Rosa, Leandro Indrino, 19, também acompanhou o evento e considerou o trabalho motivador para desde a infância gostar-se de ler e escrever, pois “de uma atividade assim, poderá um dia surgiu um novo grande escritor”.
Como professora e cidadã, Maribel contou que sente satisfação pelas ideias que foram abordadas pelos alunos nas perguntas, pela participação ativa deles, a troca, o diálogo que flui entre alunos e professores.
Conforme afirmou o jornalista Kenny Braga, no Papo Livre da Feira em 05 de maio, “a feira do livro é um templo sagrado da inteligência”. Que assim, a cada edição esse templo revele-se a novos leitores e escritores.

“Livro velho é que dá leitura boa”


Há duas bancas na Feia do Livro de Santa Maria, que por suas peculiaridades, atraem o público. Além de livros, revistas, é possível aguçar a visão e a imaginação com objetos antigos que colorem o local: rádios, violões, relógios, lampião. A sintonia deles com os livros são um requinte. São as bancas de Sebos da Feira.


Banca do Sebo Café.
 
Para o filósofo Carlos Burgo, 50, livreiro da banca do Sebo Café, participar da Feira representa mais do que um espaço para vendas, é também um ambiente de torças, de conversas, de contar e ouvir histórias. Burgo comenta que seu público é específico, são, principalmente, colecionadores em buscas de livros antigos. Este ano, as vendas têm se concentrado em livros de literatura Brasileira e estrangeira e autoajuda.


“Buscamos especificidades, livros da área de nossa faculdade, com preços mais em conta” afirmam os estudantes de Biologia da UFSM, bárbara Kuhn, 19, e George Polidoro, 23, enquanto vasculhavam a caixa de ofertas do estande do Mercado do Livro.
O livreiro do Mercado do Livro, Juarez Saraiva, 52, que participa da feira há 14 anos, relata que a cada ano a comissão organizadora tem investido em melhorias na infraestrutura do espaço e na programação cultural, o que atrai um público mais numeroso.
Saraiva comenta que muitas pessoas que passam pela feira a passeio, procuram o Sebo no decorrer do ano, em especial, os estudantes. Na feira, salienta que o público é variado e procuram livros que já não são mais editados, livros de literatura e preço em conta, que chega a ser até 80% mais barato que os lançamentos.


Mesmo com a variedade de estandes de livros “novos”, os Sebos mantêm seu espaço conquistando um público específico. Com a proposta publicitária da feira, “Que sentidos a leitura te desperta?”, é possível perceber que os Sebos despertam uma leitura sensorial, o que desperta os cinco sentidos dos leitores.


Jornalistas em destaque no Papo Livro no final de semana da Feira (05 e 06/05)


O repórter multimídia da RBS, Rodrigo Lopes, participou do Livro Livre dentro da programação da Feira do Livro de Santa Maria. No encontro, ele contou sobre as experiências na cobertura internacional de conflitos e guerras, como a do Líbano em 2006, o furacão Katrina, a morte do Papa João Paulo 2º e a eleição do presidente Barack Obama. Todas essas histórias e seus relatos podem ser conferidos no seu livro Guerras e Tormentas - Diário de um Correspondente de Guerra.
No domingo, foi a vez do jornalista Marcelo Canellas torna-se o centro das atenções do público da Feira. O repórter especial da Rede Globo fez um relato sobre sua trajetória profissional e pessoal. Seu trabalho é reconhecido, principalmente pelo lirismo de suas crônicas, enfatizou que seus relatos jornalísticos são lidos pelo tema, emissora, já suas crônicas representam a “a relação do cronista com o leitor”.

Na primeira imagem, Rodrigo Lopes, e na sequência, Marcelo Canellas.

Revisão SIS II - Questões