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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Retrospectiva2018IV - Pulsação



Parafraseando Fernando Pessoa, “Viver não é preciso, correr é preciso”. E ao correr o meu corpo pulsa, meu sangue pulsa, meu coração pulsa. Essa pulsação é a vida em movimento. Só há vida quando os batimentos estão em constância. Ora mais moderados, ora mais intensos.
Meio que, de forma tímida, a corrida tornou-se o meu pulsar. O que era apenas uma brincadeira foi acelerando, aumentando os treinos e os desafios. Em 31 de dezembro de 2017, prometi a mim mesma que participaria de uma corrida de 10km, uma evolução natural dos 5km. Em abril, aconteceu a primeira.

E vejam só... a endorfina e a adrenalina liberadas influenciaram tanto as conexões cerebrais que simplesmente  eu quis mais, mais, mais! Numericamente, o ano finalizou com 30 corridas oficiais, entre elas nove de 10km, além da primeira meia maratona: 21km.
Essa pulsação tomou conta do meu corpo, da minha mente, da minha alma. Não, não quero me tornar uma profissional, quero correr, quero viver, quero pulsar! Meu corpo transformou-se, minha rotina modificou-se e correr tornou-se um estilo de vida.
Tudo melhora quando você corre: a saúde, a autoestima, a positividade, a energia, a sensação de liberdade. Experimente! Sinta-se pulsante novamente!

Luana Iensen Gonçalves

#Retrospectiva2018IV #corrida #runner #pulsação #saúde #Manaus


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Retrospectiva2018III



Sobre trabalho, amor, amizades, encrencas, desafios, anjos em forma de gente no meu 2018?? A poesia abaixo resume minha gratidão!!

“Eu já passei por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida
Espero ainda a minha vez
Confesso que sou de origem pobre
Mas meu coração é nobre
Foi assim que Deus me fez


E deixa a vida me levar (vida leva eu!)
E deixa a vida me levar, vida leva (vida leva eu!)
Deixa a vida me levar (vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu

Só posso levantar as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel
Ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que eu tenho, eu vivo
De mansinho lá vou eu

A coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
Aos trancos e barrancos, lá vou eu!
E sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu

Deixa a vida me levar (vida leva eu!)
Deixa a vida me levar (vida leva eu!)
Deixa a vida me levar (vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu... “

Luana Iensen Gonçalves

#Gratidão #Retrospectiva2018 #Manaus

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Retrospectiva2018II


“Quando a saudade apertar fundo do peito
Lembra que todo mundo sente, saudade de alguém
E que quando a distância existe, a lembrança é o que mantém
Vivendo junto da gente, quem a gente quer também.

Quando o olhar se perde fica distante
O pensamento vai longe também
Não é tão simples esquecer, o que faz parte de mim
E nos trouxe até aqui.

Tem dias em que qualquer sopro do vento me faz
Querer partir de volta
É que a gente só lembra mesmo do que quer lembrar
Que os dias ruins, jamais existiram.

Mas eu não quero esquecer.”
(Valentin)

Quando se é feliz com as escolhas e decisões tomadas, aprende-se a conviver com a saudade. Ela se torna um a simples companheira e não uma martírio. Sabe por quê? Por que no fundo dó sente saudade quem amou e foi amado de verdade, quem viveu, quem tem histórias para contar.
Mas… chega um tempo de mudanças, de arriscar, de escrever novas histórias. É preciso coragem para mudar e para viver essa mudança. Por isso, quando voamos, aprendemos a conviver com o que ficou em outro ponto e usufruir do novo que se apresenta.
Eu escolhi voar e me arriscar e entre tropeços e levantadas, sou feliz. Aprendi que mesmo longe dos olhos quem é especial estará sempre no coração.

Luana Iensen Gonçalves

#retrospectiva2018 #saudade #mudanças

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

#Retrospectiva2018I



Do sofrimento ao renascimento: o nascimento da fênix que estava escondida em mim!

Então, “querido” 2018! Você foi uma verdadeira caixinha de surpresas. E confesso que, primeiro trimestre, tive vontade de esganá-lo.
Sabe aquela situação que nunca imaginaríamos enfrentar? Aquela que “só” acontece em filme ou com o vizinho? Pois é. Aconteceu. Você, 2018, deu-me meu pior pesadelo em realidade. Não desejo isso para ninguém e espero nunca mais essa experiência novamente.
Mas... ao mesmo tempo, você, 2018, abasteceu-me de coragem para lutar, para dizer não, para dizer para, para “cortar o mal pela raiz”.
Foi duro, foi difícil, foi doloroso física e mentalmente. Tudo duplicado por estar longe de todos, por não ter para onde fugir ou para com quem chorar. Foi cruel, 2018. Muito!
Só conheci a força que tenho diante deste entrave. Esse foi meu saldo/aprendizado: forte para enfrentar a situação, forte para cicatrizar a ferida, forte para perdoar (espero que já, que sim), forte para virar a página.
Sim! Virar. Uma nova página, em branco. Foi assim que, ao mesmo tempo, você me colocou no fundo do poço, levantou-me e me ofereceu novas páginas, diariamente, para lindas histórias. E é por isso que posso dizer: obrigada, 2018! Obrigada por eu estar aqui podendo te agradecer!

Luana Iensen Gonçalves

#problemasseresolvem #avidafica #retrospectiva2018 #nãoàviolência #gratidão

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Terceirão


E agora, Terceirão?
O ensino médio acabou,
a luz apagou,
A aula sumiu,
a manhã esfriou,
e agora, Terceirão?
e agora, você?
você que é amigo,
que ajuda os outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, Terceirão?

Está sem os amigos,
está sem os professores,
está sem as histórias de corredor,
já não pode beber café,
já não pode ler no pátio,
dormir já não pode,
a manhã esfriou,
a rotina mudou,
o riso não veio,
não veio a tristeza
e a aula acabou
e insegurança fugiu
e o medo mofou,
e agora, Terceirão?

E agora, Terceirão?
Sua doce palavra,
seu instante de dúvida,
sua gula e desejo,
sua biblioteca,
sua alma juvenil,
seu desejo de viver,
sua incoerência,
seu amor — e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
mas são muitas portas;
quer aprovar,
mas também se aventurar;
quer ir para o mundo,
E o mundo te espera.
Terceirão, e agora?
Se você gritasse,
se você desenhasse,
se você tocasse
um rock hol,
se você dormisse,
se você sonhasse,
se você metamorfoseasse...
E você resiste,
você é duro, Terceirão!

Sozinho no escuro
qual estrela cadente,
sem preconceitos,
sem medo de aventura,
para os sonhos realizar,
com caminhos diversos
fuja a galope,
você marcha, Terceirão!
Terceirão, para o futuro!!

Luana Iensen Gonçalves

Um homenagem aos meus alunos do 3º EM Lato Sensu 2018.

Sucesso no caminho de cada um de vocês!!

domingo, 15 de julho de 2018

Temas para redação eSa 2018 - Sugestões


Salve, guerreiros!!

Então, vamos às sugestões de temas que podem surgir na prova da eSa 2018?
Lembrem! Adivinhar o tema em si nunca é possível, pois é sempre algo surpresa. Se alguém souber, antecipadamente, algum tema de prova é sabotagem, corrupção, tramoia. No entanto, analisando o histórico dos temas já caídos anteriormente, é possível prever mais ou menos algo que será pedido. Tanto que ano passado o tema “doação de órgãos” estava nas minhas sugestões, mas eu havia separado cinco eixos temáticos para vocês, não simplesmente escolhido um e dito que seria aquele.
Nesse contexto, os temas abaixo são perto ou parecidos com os que já caíram. nos últimos anos, a prova de redação da eSa tem abordado temas atuais e de domínio público, assim, é bem provável que algum assunto midiatizado este ano esteja na prova daqui duas semanas
Saber de antemão qual o assunto da redação não importa: na verdade nós temos que saber é o que fazer quando temos o assunto proposto em mãos! 
A partir dos estudos das últimas provas e dos temas discutidos durante as aulas e vídeos deste ano, seguem as minhas apostas, organizadas em cinco palavras-chave:

1. Doenças sociais: por vivermos em uma sociedade tecnológica e muitas vezes egocêntrica, alguns males são preocupantes e foram bem debatidos na mídia:
*Depressão x Ansiedade (males do século)
* Compulsão alimentar;

2. Problemas sociais: temas que afetam a sociedade em geral:
* meio ambiente (crise hídrica, lixo, sustentabilidade);
* Mobilidade urbana;
* segurança pública (ruas, digital, ambiente público).
* violência (urbana, pessoal, online; crianças, idosos; bullying; justiça com as próprias mãos)

3. Vícios: a cada ano, antigos e novos vícios afligem a população:
* Tecnologia (as pessoas passam tempo demais conectadas, além da questão da nomofobia);
* Drogas lícitas e ilícitas;
* escravidão moderna (trabalho forçado infantil e adulto; escravidão da beleza - exagero nas dietas, exercícios e anabolizantes; - escravidão de remédios (automedicação)).

4. Gerais
* Aumento da expectativa de vida (a população está ficando mais idosa: quais os impactos disso?).
* trabalho voluntário (questões humanitárias).

5. Intervenção militar
* segurança pública;
* refugiados.

Enfim, parece muito? Mas não é, afinal agora é hora de revisar tópicos. Nós escrevemos sobre esses temas, vocês leram, pesquisaram; agora é o momento de recapitular argumentos interessantes e citações.

E para aproveitar o seu tempo na prova, veja no vídeo como organizar o esquema da redação.
E na sequência, relembre a estrutura dissertativa.
Boooora, aprovar! 2018 é o ano de vocês!!
Beijos!

Profe Luana Iensen

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Cuidado com essas expressões

“Há dez anos atrás”

Essa expressão é redundante. A forma mais correta é há dez anos. O advérbio atrás é desnecessário para indicar o passado, dado o verbo haver, conjugado como verbo impessoal, já indicar tempo decorrido.
Há dez anos terminei a faculdade.
Esta história aconteceu há cinco anos.

 “Ela mesmo fez”

A forma correta é ela mesma fez. Há flexão em gênero e número, concordando com o sujeito gramatical. Isso acontece porque a palavra mesmo atua como um adjetivo, reforçando que se trata da pessoa referida através do pronome.
Ela mesma solucionou o problema.
Elas mesmas fizeram a decoração da festa.

“Fazem dois anos”

A forma correta é faz dois anos. Quando usado para indicar tempo decorrido, o verbo fazer atua como um verbo impessoal, sem sujeito, sendo conjugado apenas na 3.ª pessoa do singular.
Faz dois anos que vim morar em Manaus.
Já faz dois anos que eu te encontrei no shopping.

 

“Daqui há pouco”

A forma correta é daqui a pouco. A expressão daqui a indica algo que ainda não aconteceu, mas que começa agora, a partir deste momento e terá seguimento no futuro.
Rápido, daqui a pouco já saio de casa!

* A forma verbal há, do verbo haver, é usada para indicar tempo decorrido, algo que aconteceu no passado. Exemplo: Há dias não te via.

 “Nada demais”

A forma correta é nada de mais. Essa expressão indica que nada fora do normal aconteceu, ou seja, que nada foi feito acima do que é considerado normal e habitual.
João não fez nada de mais, mas todos ficaram chateados.

 

“Afim de”

A forma correta é a fim de. Esta locução prepositiva é popularmente utilizada para indicar vontade e interesse em alguém ou alguma coisa. Pode ser usada também para indicar uma intenção ou finalidade.
Obrigada, mas não estou a fim de ir à praia.
Você sabia que o João está a fim de você?

A palavra afim também existe, atuando como adjetivo ou substantivo. Indica algo que é semelhante e tem afinidade, não devendo ser seguido da preposição de.

 

“Meia cansada”

A forma correta é meio cansada. Nesta expressão, a palavra meio atua como um advérbio, sinônimo de um tanto, um pouco, não completamente. Sendo um advérbio, é invariável em gênero e número.
Estou meio cansada da rotina do dia a dia.

 

“De vez enquando”

A forma correta é de vez em quando. Esta locução adverbial de tempo indica que alguma coisa não ocorre com muita frequência, apenas ocasionalmente.
De vez em quando eu ainda penso nela.

Referências
INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.
SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2012.

TERRA, Ernani. Gramática, literatura e produção de texto para o ensino médio: curso completo / Ernani Terra, José De Nicola – 2. ed. reforma. São Paulo: Scipione, 2002. (Série Parâmetros).

terça-feira, 26 de junho de 2018

Reações Químicas


No campo teórico da Química, as reações químicas são transformações que envolvem alterações, quebra e/ou formação, nas ligações entre partículas (átomos, moléculas ou íons) da matéria, resultando na formação de nova substância com propriedades diferentes da anterior. Algumas evidências da ocorrência de uma reação química são mudança de cor, evolução de calor ou luz, formação de uma substância volátil, formação de um gás, entre outros. 
No campo emocional, uma reação “química” diante de certos acontecimentos também implica em mudanças.  Algumas evidências da ocorrência de uma reação química são mudança de comportamento, humor, evolução do pensamento, formação de novos objetivos, entre outros. 
Assim, quando um relacionamento termina (amoroso ou até de amizade), quando se perde um emprego, uma oportunidade, quando morre alguém especial; cada pessoa tem uma reação: choro, sofrimento, dias (até meses) em depressão, publicações baixo astral nas redes, desespero total.
O que eu penso sobre isso? Posso não ter o mesmo comportamento, mas eu respeito, pois “cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”.
Quando se ganha um prêmio, uma aumento, passa-se em um concurso, inicia um relacionamento, uma nova fase da vida; cada pessoa tem uma reação: esconde, comemora sozinho, festeja, conta para todos, anuncia nas redes sociais.
O que eu penso sobre isso? Posso não ter o mesmo comportamento, mas eu respeito, pois “cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”.
Eu não sinto a necessidade de chorar pelos cantos, de propagar a minha dor por aí; nem por isso não significa que eu não tenha sofrido na vida. Só quem vive uma  situação problema, sabe a dor que foi viver aquilo. A minha dor não é pior nem menos importante que a tua, é diferente e única. Pra mim, quem se arrepende é que tem motivo para sofrer, pois entendeu que fez de fato algo errado. Eu? Eu simplesmente escolho viver. Passado meu ritual de catarse, é erguer a cabeça e seguir a luta.
E o que eu apenas quero? RESPEITO, pois “cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”.
Luana Iensen

sábado, 12 de maio de 2018

Carpe diem, Walt Whitman



"Aproveita o dia,
Não deixes que o dia termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias sim podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela sobre as pequenas coisas.
Não atraiçoe tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.

Não permitas que a vida passe sem teres vivido..."


Walter Whitman (1819 - 1892)  foi um jornalista, ensaísta e poeta americano considerado o "pai do verso livre" e o grande poeta da revolução americana.
Carpe diem é uma expressão em latim que significa "aproveite o dia". Essa é a tradução literal, e não significa aproveitar um dia específico, mas tem o sentido de aproveitar ao máximo o agora, apreciar o presente. 
Uma frase usada do final do Império Romano, da decadência, onde eles, não tendo mais perspectivas, repetiam isso. Deveria ser "carpe spiritum diem" ou "aproveite espiritualmente o dia".
O termo foi escrito pelo poeta latino Horácio (65 a.C.-8 a.C.), no Livro "I de “Odes”, em que aconselha a sua amiga Leucone na frase: “...carpe diem, quam minimum credula postero". Uma tradução possível para a frase seria “...colha o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã”.
O significado de Carpe Diem é um convite para que se aproveite o tempo presente, usufruindo os momentos intensamente sem pensar muito no que o futuro reserva.
  


quarta-feira, 9 de maio de 2018

No meio do caminho, tinha a ansiedade.


Desde a revolução industrial, a tecnologia tem evoluído e transformado a rotina da população mundial. Apesar dos benefícios, viver entre tantas tecnologias e a ideia de “não tenho tempo” têm afetado o psicológico de muitas pessoas. O resultado? O aumento de casos de ansiedade no Brasil (58% da população consoante dados da ONU). Entre as causas, observam-se a sociedade da velocidade e a prática do bullying.
Cada vez mais, e desde mais cedo, as pessoas têm realizado tarefas de modo interrupto já na infância e na adolescência; os jovens estudam, fazem cursos extras e atividades físicas, são quase visitas em casa. Quando adultos, trabalho, estudo, atividades extras e do lar. Segundo pesquisas, cerca de 30% dos brasileiros adultos vivem em estado de esgotamento psicológico. Essa condição de canseira faz com as pessoas fiquem ansiosas, preocupadas pelo próximo domingo, pelas férias, e quando o momento chega não aproveitam.
Além do fato de permanecerem “atrás do tempo”, muitos indivíduos têm sofrido cada vez mais bullying, seja no espaço escolar como no profissional. Conforme relatório ONU, 43% dos jovens já sofreram bullying. Já no âmbito empresarial, nos últimos anos, houve um aumento de 32% de denúncias (dados do Ministério Público do Trabalho). O resultado é que essa parte da população fica propensa à ansiedade. Tais vítimas de agressões físicas ou psicológicas nem sempre sabem a quem recorrem e ficam doentes.
A partir do exposto, percebe-se que o viver em velocidade e a prática do bullying são causas do aumento de casos de ansiedade entre os brasileiros. Para amenizar tal problema, é interessante que empresas disponibilizem atividades de relaxamento para seus funcionários durante os intervalos e que instituições educacionais intensifiquem campanhas contra o ato do bullying, evidenciando as consequências para os agressores e para os agredidos.

Luana Iensen

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Resumão da Crase


Crase (acento grave `) é o nome que se dá à contração de duas vogais idênticas. Pode ocorrer em algumas situações:

*Crase  da Preposição A com os artigos A, As
Termo que exige a preposição a + termo que aceite o artigo a
Ex.: Temos amor à arte                 
Respondi às perguntas

MACETES:
* Substitua a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.
Ex.: Respondi aos questionários = Respondi às perguntas.

* Substitua, diante de nomes de localidades, o verbo ir por voltar. Se aparecer a expressão voltar da, ocorre a crase. Ex.: Vou à Bahia (Volto da Bahia)
Se vou a e volto da, crase há          Se vou a e volto de, crase pra quê?

* Crase da Preposição A com Pronomes Demonstrativos
Aquele(s), Aquela(s), Aquilo(s), substitui-se por Este(s), Esta(s) ou Isto, se aparecer a este(s), a esta(s) ou a isto, ocorre a crase.
Ex.: Eu me referia àquele aluno do fundo.

Casos de Crase FACULTATIVA
æ Diante de nome próprio feminino.
Ex.: Entreguei o convite à / a Ana.

æ Diante de pronome possessivo feminino singular.
Ex.: Entreguei as fotos à / a sua prima.

æ Depois da preposição até.
Ex.: Vá até à / a direção.

Casos de Crase OBRIGATÓRIA
æ Diante da palavra hora, clara ou subentendida.
Ex.: Sairemos às quatro horas.

æ Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento.
Ex.: Chegou à tarde (tempo). Falou à vontade (modo).
Exceto em Locuções Adverbiais de Instrumento:
Fez a barba a navalha (instrumento) / Escreveram o texto a caneta (instrumento)

æ Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de...

æ Diante de palavras masculinas, quando houver subentendida uma palavra feminina (moda, maneira, loja, casa...).
Ex.: Enviou à Globo seu protesto. Usam sapatos à Luís XV.

æ Diante das palavras casa e terra, quando determinadas.
Ex.: Voltou à terra (ao estado) de sua família e correu à casa (ao prédio) dos pais. Depois de um tempo, visitou a casa (o prédio) dos tios.

Casos de Crase PROIBIDA
æDiante de verbos. Ex.: Voltamos a contemplar o mar.
æ Diante de palavras masculinas. Ex.: Passeamos pelo mato a cavalo.
æ Diante de pronomes pessoais, indefinidos, relativos e demonstrativos. Ex.: Pedi a você que não contasse a ela nem a ninguém o que vimos.
æ Diante de artigos indefinidos. Ex.: Contou o segredo a uma amiga.
æ Diante de locuções formadas por palavras repetidas. Ex.: gota a gota; cara a cara.
æ Diante de palavras no plural, se o “a” estiver no singular. Ex.: Não falo a pessoas estranhas.

Professora Luana Iensen

Referências
CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2010.
INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.
SACCONI, Luiz Antônio. Gramática para todos os concursos. 4. ed. São Paulo: Nova Geração, 2012.

Revisão SIS II - Questões