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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Cuidado com essas expressões

“Há dez anos atrás”

Essa expressão é redundante. A forma mais correta é há dez anos. O advérbio atrás é desnecessário para indicar o passado, dado o verbo haver, conjugado como verbo impessoal, já indicar tempo decorrido.
Há dez anos terminei a faculdade.
Esta história aconteceu há cinco anos.

 “Ela mesmo fez”

A forma correta é ela mesma fez. Há flexão em gênero e número, concordando com o sujeito gramatical. Isso acontece porque a palavra mesmo atua como um adjetivo, reforçando que se trata da pessoa referida através do pronome.
Ela mesma solucionou o problema.
Elas mesmas fizeram a decoração da festa.

“Fazem dois anos”

A forma correta é faz dois anos. Quando usado para indicar tempo decorrido, o verbo fazer atua como um verbo impessoal, sem sujeito, sendo conjugado apenas na 3.ª pessoa do singular.
Faz dois anos que vim morar em Manaus.
Já faz dois anos que eu te encontrei no shopping.

 

“Daqui há pouco”

A forma correta é daqui a pouco. A expressão daqui a indica algo que ainda não aconteceu, mas que começa agora, a partir deste momento e terá seguimento no futuro.
Rápido, daqui a pouco já saio de casa!

* A forma verbal há, do verbo haver, é usada para indicar tempo decorrido, algo que aconteceu no passado. Exemplo: Há dias não te via.

 “Nada demais”

A forma correta é nada de mais. Essa expressão indica que nada fora do normal aconteceu, ou seja, que nada foi feito acima do que é considerado normal e habitual.
João não fez nada de mais, mas todos ficaram chateados.

 

“Afim de”

A forma correta é a fim de. Esta locução prepositiva é popularmente utilizada para indicar vontade e interesse em alguém ou alguma coisa. Pode ser usada também para indicar uma intenção ou finalidade.
Obrigada, mas não estou a fim de ir à praia.
Você sabia que o João está a fim de você?

A palavra afim também existe, atuando como adjetivo ou substantivo. Indica algo que é semelhante e tem afinidade, não devendo ser seguido da preposição de.

 

“Meia cansada”

A forma correta é meio cansada. Nesta expressão, a palavra meio atua como um advérbio, sinônimo de um tanto, um pouco, não completamente. Sendo um advérbio, é invariável em gênero e número.
Estou meio cansada da rotina do dia a dia.

 

“De vez enquando”

A forma correta é de vez em quando. Esta locução adverbial de tempo indica que alguma coisa não ocorre com muita frequência, apenas ocasionalmente.
De vez em quando eu ainda penso nela.

Referências
INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.
SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2012.

TERRA, Ernani. Gramática, literatura e produção de texto para o ensino médio: curso completo / Ernani Terra, José De Nicola – 2. ed. reforma. São Paulo: Scipione, 2002. (Série Parâmetros).

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Tipo x Gênero Textual


TEXTO: a diferença entre tipo e gênero textual
           
Ao utilizarmos a linguagem para comunicação, empregamos novos gêneros textuais orais ou escritos ou gêneros que já existiam anteriormente. Porém, a maioria das pessoas não tem consciência que utilizam determinadas espécies de textos com particularidades e objetivos próprios. Os gêneros, segundo Marcuschi (2008), contribuem pata estabilizar e ordenar as atividades comunicativas do dia a dia.
Por isso, a importância de distinguirmos tipo textual e gênero textual:
Tipo textual: designa uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). Os mais conhecidos são: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção.
Gênero textual: é uma noção para referir aos textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriamente funcionais, estilo e composição característica. Alguns exemplos de gêneros textuais: telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula expositiva, reunião de condomínio, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, email, (....) e assim por diante .


Confira a característica principal de alguns gêneros textuais que aparecem nas provas de concursos e vestibulares para interpretação:
NOTÍCIA: gênero bem diverso; possui autor; possui estrutura fechada, no lide deve-se responder: quem? Quando? Onde? Como? E por quê?
REPORTAGEM: uma reportagem apresenta informações mais aprofundadas sobre fatos que despertam interesse ao público a que se destina um jornal ou uma revista, acrescentando opiniões e diferentes pontos de vista. É estabelecida uma ligação entre o fato principal e os paralelos, através de citações, trechos de entrevistas, tabelas, mapas, boxes informativos, fotografias, dados estatísticos, por exemplo.
CRÔNICA: gênero híbrido entre a linguagem jornalística e literária. Apresenta fatos do cotidiano que levam o leitor a refletir. A linguagem empregada nesse tipo de texto tende a ser simples, direta.
ANÚNCIO PUBLICITÁRIO: é um modo específico de apresentar informação sobre produto, marca, empresa, ideia ou política, visando a influenciar a atitude de uma audiência em relação a uma causa, posição ou atuação. Costuma ser estruturado por meio de frases curtas e em ordem direta, utilizando elementos não verbais para reforçar a mensagem.
ARTIGO DE OPINIÃO: texto dissertativo em que o autor desenvolve seu ponto de vista sobre determinado assunto. É assinado.
EDITORIAL: texto dissertativo em que o editorialista desenvolve o ponto de vista da empresa (revista, televisão, rádio) sobre determinado assunto. Não é assinado, pois representa uma opinião coletiva.


Referências
INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da linguagem. 5. ed. Campinas – SP: Pontes, 1997.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2012.
TERRA, Ernani. Gramática, literatura e produção de texto para o ensino médio: curso completo / Ernani Terra, José De Nicola – 2. ed. reforma. São Paulo: Scipione, 2002. (Série Parâmetros).

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Período Composto por Subordinação - Orações Substantivas

Chama-se período composto por ter mais de uma oração (verbo). É subordinado por ser constituído de oração principal e oração (ões) subordinada (s).
As orações subordinadas são aquelas que funcionam como termo de outra oração; por isso são orações dependentes. Elas podem ser substantivas, adjetivas e adverbiais e equivalem, respectivamente, a um substantivo, um adjetivo ou um advérbio. Essa classificação também está ligada à função sintática que a oração subordinada exerce na oração principal.

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

As subordinadas substantivas podem exercer função de sujeito, objeto direto, indireto, complemento nominal, predicativo, aposto ou agente da passiva.
Elas são introduzidas por conjunções subordinativas integrantes: que e se. Também certos advérbios interrogativos, pronomes indefinidos ou interrogativos podem iniciar essas orações.
Olhe quando será o evento.  
Sei quem o estima.  
Ignoro quanto vale o sítio.

Quanto à forma, essas orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. As desenvolvidas se ligam a oração principal por meio das conjugações subordinativas integrantes. As reduzidas apresentam verbo no infinitivo e podem ou não ser ligadas por preposição.

Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: funciona como objeto direto do verbo da oração principal e pode ser transitivo direto ou transitivo direto e indireto.
Ex.: O prefeito disse que o prazo para as licitações será prorrogado.

Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: exerce função de objeto indireto da oração principal.
Ex.: A professora insistiu muito em que os alunos tivessem aulas de recuperação.

Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: exerce função de complemento nominal, isto é, que completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio da oração principal.
Ex.:  Tenho convicção de que ele retornará o mais brevemente.

Oração Subordinada Substantiva Predicativa: funciona como predicativo em relação à oração principal.
Ex.: O problema da monografia é que você não cumpriu com todos os objetivos traçados.

Oração Subordinada Substantiva Apositiva: funciona como aposto da oração principal.
Ex.: Desejo-lhe uma coisa: que tenhas um abençoado 2016!

Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: exerce função própria de substantivo.
Ex.: É imprescindível que você participe do evento.

Atenção
Quando a oração é subjetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3º pessoa do singular. Estes verbos podem estar:
1. Verbo na voz passiva sintética ou na passiva analítica (sabe-se, ficou decidido, diz-se, foi anunciado, conta-se, comenta-se, soube-se).
Ex.: Sabe-se que Aline não gosta de João.

2. Verbo de ligação + predicativo (é bom, é preciso, é conveniente, seria interessante, é certo, parece certo ...).
Ex.: É bom que você compareça ao baile

3. Verbos: Admirar, Agradar, Acontecer, Convir, Ocorrer, Parecer, Importar, preocupar
EX: Convém que você não se atrase para o cursinho.

Referências
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2010.

INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.

SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2012.


quarta-feira, 9 de maio de 2018

No meio do caminho, tinha a ansiedade.


Desde a revolução industrial, a tecnologia tem evoluído e transformado a rotina da população mundial. Apesar dos benefícios, viver entre tantas tecnologias e a ideia de “não tenho tempo” têm afetado o psicológico de muitas pessoas. O resultado? O aumento de casos de ansiedade no Brasil (58% da população consoante dados da ONU). Entre as causas, observam-se a sociedade da velocidade e a prática do bullying.
Cada vez mais, e desde mais cedo, as pessoas têm realizado tarefas de modo interrupto já na infância e na adolescência; os jovens estudam, fazem cursos extras e atividades físicas, são quase visitas em casa. Quando adultos, trabalho, estudo, atividades extras e do lar. Segundo pesquisas, cerca de 30% dos brasileiros adultos vivem em estado de esgotamento psicológico. Essa condição de canseira faz com as pessoas fiquem ansiosas, preocupadas pelo próximo domingo, pelas férias, e quando o momento chega não aproveitam.
Além do fato de permanecerem “atrás do tempo”, muitos indivíduos têm sofrido cada vez mais bullying, seja no espaço escolar como no profissional. Conforme relatório ONU, 43% dos jovens já sofreram bullying. Já no âmbito empresarial, nos últimos anos, houve um aumento de 32% de denúncias (dados do Ministério Público do Trabalho). O resultado é que essa parte da população fica propensa à ansiedade. Tais vítimas de agressões físicas ou psicológicas nem sempre sabem a quem recorrem e ficam doentes.
A partir do exposto, percebe-se que o viver em velocidade e a prática do bullying são causas do aumento de casos de ansiedade entre os brasileiros. Para amenizar tal problema, é interessante que empresas disponibilizem atividades de relaxamento para seus funcionários durante os intervalos e que instituições educacionais intensifiquem campanhas contra o ato do bullying, evidenciando as consequências para os agressores e para os agredidos.

Luana Iensen

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Resumão da Crase


Crase (acento grave `) é o nome que se dá à contração de duas vogais idênticas. Pode ocorrer em algumas situações:

*Crase  da Preposição A com os artigos A, As
Termo que exige a preposição a + termo que aceite o artigo a
Ex.: Temos amor à arte                 
Respondi às perguntas

MACETES:
* Substitua a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.
Ex.: Respondi aos questionários = Respondi às perguntas.

* Substitua, diante de nomes de localidades, o verbo ir por voltar. Se aparecer a expressão voltar da, ocorre a crase. Ex.: Vou à Bahia (Volto da Bahia)
Se vou a e volto da, crase há          Se vou a e volto de, crase pra quê?

* Crase da Preposição A com Pronomes Demonstrativos
Aquele(s), Aquela(s), Aquilo(s), substitui-se por Este(s), Esta(s) ou Isto, se aparecer a este(s), a esta(s) ou a isto, ocorre a crase.
Ex.: Eu me referia àquele aluno do fundo.

Casos de Crase FACULTATIVA
æ Diante de nome próprio feminino.
Ex.: Entreguei o convite à / a Ana.

æ Diante de pronome possessivo feminino singular.
Ex.: Entreguei as fotos à / a sua prima.

æ Depois da preposição até.
Ex.: Vá até à / a direção.

Casos de Crase OBRIGATÓRIA
æ Diante da palavra hora, clara ou subentendida.
Ex.: Sairemos às quatro horas.

æ Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento.
Ex.: Chegou à tarde (tempo). Falou à vontade (modo).
Exceto em Locuções Adverbiais de Instrumento:
Fez a barba a navalha (instrumento) / Escreveram o texto a caneta (instrumento)

æ Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de...

æ Diante de palavras masculinas, quando houver subentendida uma palavra feminina (moda, maneira, loja, casa...).
Ex.: Enviou à Globo seu protesto. Usam sapatos à Luís XV.

æ Diante das palavras casa e terra, quando determinadas.
Ex.: Voltou à terra (ao estado) de sua família e correu à casa (ao prédio) dos pais. Depois de um tempo, visitou a casa (o prédio) dos tios.

Casos de Crase PROIBIDA
æDiante de verbos. Ex.: Voltamos a contemplar o mar.
æ Diante de palavras masculinas. Ex.: Passeamos pelo mato a cavalo.
æ Diante de pronomes pessoais, indefinidos, relativos e demonstrativos. Ex.: Pedi a você que não contasse a ela nem a ninguém o que vimos.
æ Diante de artigos indefinidos. Ex.: Contou o segredo a uma amiga.
æ Diante de locuções formadas por palavras repetidas. Ex.: gota a gota; cara a cara.
æ Diante de palavras no plural, se o “a” estiver no singular. Ex.: Não falo a pessoas estranhas.

Professora Luana Iensen

Referências
CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2010.
INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.
SACCONI, Luiz Antônio. Gramática para todos os concursos. 4. ed. São Paulo: Nova Geração, 2012.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Português diário


            Na comunicação diária, há diversas expressões e construções que são usadas de forma errada pela grande maioria dos falantes. Conhecer essas expressões erradas é uma boa forma de tentar evitar a sua utilização.

Vamos a uma primeira lista:

“Para mim fazer”

A forma correta é para eu fazer. Quando o pronome pessoal assumir a função de sujeito, sendo seguido por um verbo no infinitivo, deverá ser usado um pronome pessoal reto (eu).
Aquele quebra-cabeça é para eu montar nas férias.

Apenas deverá ser usado um pronome pessoal oblíquo (mim) quando a expressão tiver a função de objeto indireto.
Você pode ler este papel para mim?

 

“Entre tu e eu”

A forma correta é entre mim e ti. Com a preposição entre, deverão ser usados pronomes pessoais do caso oblíquo (mim e ti), estando errado o uso de pronomes pessoais do caso reto (eu e tu) com essa preposição.
Esta situação deverá ser decidida apenas entre mim e ti.

 

“Meio-dia e meio”

A forma correta é meio-dia e meia. O numeral meia sofre flexão em gênero para concordar com o substantivo feminino hora, uma vez que essa expressão indica a décima segunda hora do dia - o meio-dia, mais meia hora.
Estarei em sua casa ao meio-dia e meia.

 “Se eu por, se eu ver, se eu manter”

As formas corretas são se eu puser, se eu vir, se eu mantiver. As construções se eu… e quando eu… implicam o uso do futuro do subjuntivo e não do infinitivo. Indicam o desejo ou a possibilidade de que algo aconteça no futuro. Embora o futuro do subjuntivo e o infinitivo pessoal sejam equivalentes nos verbos regulares, tal fato não acontece em vários verbos irregulares, apresentando formas verbais diferentes nesses dois tempos verbais.

Fico com dores nos ombros se eu puser os braços para cima.
Se eu vir sua prima na rua, dou o seu recado.

 

“Nós vai, nós quer, nós tem”

As formas corretas são nós vamos, nós queremos, nós temos. Com o pronome pessoal reto nós, o verbo deverá ser conjugado na 1.ª pessoa do plural. 
Nós vamos sair com os amigos do cursinho.
Nós queremos apenas saber a verdade.

Também estão erradas as construções a gente vamos, a gente queremos e a gente temos, uma vez que com a locução a gente, o verbo deverá ser conjugado na 3.ª pessoa do singular. O correto é a gente vai, a gente quer e a gente tem.

 

“Pode vim, vai vim, deve vim”

As formas corretas são pode vir, vai vir, deve vir. As locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar (pode, vai, deve) e por um verbo principal (vir). Apenas os verbos auxiliares podem ser flexionados em pessoa, número, tempo e modo. Os verbos principais apenas aparecem conjugados no infinitivo, particípio ou gerúndio.
Pode vir aqui, por favor?
Minha prima deve vir de avião.

 

 “Eu vi ele, eu ouvi ele, eu chamei ele”

As formas corretas são: eu o vi, eu o ouvi, eu o chamei ou eu vi-o, eu ouvi-o, eu chamei-o. Nas expressões erradas, o pronome ele atua como objeto direto, complementando verbos transitivos diretos. Assim, não deverá ser usado o pronome pessoal reto ele, mas um pronome pessoal oblíquo átono relativo à 3.ª pessoa do singular que assuma a função de objeto direto: o, a.
Eu não o vi na escola hoje de manhã.
Eu o ouvi chamando por mim no meio da multidão.

 

“Ele ti ama, ele mim ama, ele ti vê, ele mim vê”

As formas corretas são: ele te ama, ele me ama, ele te vê, ele me vê ou ele ama-te, ele ama-me, ele vê-te, ele vê-me. Está errado o uso dos pronomes oblíquos tônicos mim e ti porque eles assumem a função de objeto indireto, sendo precedidos de preposições. Como o verbo amar e o verbo ver são transitivos diretos, deverão ser acompanhados de pronomes oblíquos átonos, que assumem a função de objeto direto: me, te, se, o, a, nos, vos, os, as.
Será que ele me ama?
Ele te vê todos os dias!

“Nada haver”

A forma correta é nada a ver. Essa expressão é usada para indicar que duas ou mais coisas não estão relacionadas, que uma coisa não corresponde ou diz respeito a outra.
Eu não tenho nada a ver com essa confusão.

 



terça-feira, 20 de março de 2018

Sujeito Oculto e Indeterminado


A sintaxe se preocupa com a ordenação e combinação dos termos. A análise do período simples envolve identificar a função sintática de palavra.
O sujeito é classificado como um termo essencial da frase e exerce a função de praticar e/ou sofrer a ação verbal.
O sujeito é classificado em simples, composto, oculto, indeterminado e inexiste.
Vamos atentar, neste momento, em dois tipos:

a) Oculto ou implícito: quando não está expresso na oração, mas é identificado pela terminação do verbo.
Necessitamos de compreensão e carinho.
(implicitamente o sujeito é “nós”).
Telefonaste para Ana?
(implicitamente o sujeito é “tu”).

b) Indeterminado: é o sujeito que não pode ser identificado nem pelo contexto nem pela terminação do verbo. Ele pode ocorrer:
* com o verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente já expresso nas orações anteriores.
Fizeram um bolo delicioso na cantina.



* com um verbo ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se.
Precisa-se de ajudante.
(esse verbo precisar ser: intransitivo, transitivo indireto ou de ligação)



Importante: normalmente, o sujeito antecede o predicado, contudo a posposição do sujeito ao verbo pode ocorrer como no exemplo:
“No muro de tijolo vermelho passeavam lagartixas” (Graciliano Ramos).

Professora Luana Iensen

sexta-feira, 16 de março de 2018

Idealizo, logo (não) realizo




A evolução do homem foi marcada por desenvolvimento, criatividade e tecnologia. A cada geração, uma nova conquista descoberta: desde a invenção do fogo até o homem chegar à lua, da intenet à robótica. A humanidade sempre esteve preocupada em buscar soluções a fim de melhorar a qualidade de vida em nosso ambiente. No entanto, já é possível observar uma geração de jovens adultos que ainda se preocupam em idealizar soluções, mas pecam na prática, deixando-a para depois, o que pode tornar-se um colapso.
            Em pleno século XXI, no qual à tecnologia tem contribuído para o avanço de diferentes setores da sociedade, como trabalho, ciência, cultura; percebe-se uma evasão escolar de larga escala. Em 2017, por exemplo, o Encceja, prova do governo federal para concluir o ensino fundamental ou médio, teve mais de 1 milhão de inscritos. Esse número evidencia a quantidade de brasileiros que desiste de concluir a educação básica. O problema segue no ensino superior: conforme dados da Folha de São Paulo, em pesquisa de 2014, as instituições de ensino superior (públicas e privadas) formaram 1 milhão de pessoas, enquanto 1,2 milhão de alunos trancou a matrículas. Tais números .... que menos ideias são realizadas, muito planejamento e pouco prática, além de tantas pesquisas ficarem apenas no âmbito acadêmico.
Apesar dos números acima sobre a evasão escolar, percebe-se um aumento da preocupação dos jovens pela sustentabilidade e meio-ambiente. O problema é que muitos projeto são pensados, mas poucas ações são realizadas em escala mundial. Desde os anos 90, várias conferências em escala mundial já foram realizadas, nas quais representantes governamentais organizam objetivos e ações, mas a cada novo encontro nenhum meta foi atingida. Como exemplo a RIO 92, AGENDA 21 E RIO +10; assim como a assinatura do Tratado de Kyoto e o encontro de Copenhagen, na Dinamarca. Resultados? Planejamentos, definições conceituais e pouca prática.
Uma geração baseada apenas no idealizar e pouco realizar, a partir do exposto, necessita de mudanças comportamental para que a evolução humana continue progredindo. É no acesso à educação – e sua permanência – que essas e próximas gerações poderão em colocar em prática suas idealizações. Afinal, como “A vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos", conforme já pregava Jean-Jacques Rousseau.

 Luana Iensen Gonçalves

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Queridos!!
Essa redação é um modelo para quem está praticando a escrita para a EsSa. Esse foi o primeiro tema passado pelo canal.
Está treinando para o Enem? O cuidado é com o parágrafo de conclusão: a proposta de intervenção deve ser mais detalhada e explicada.
Aliás, quer que eu corrija seu texto? Confira o vídeo!

Bom treino!

Revisão SIS II - Questões