quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Classificação dos verbos

Verbo é uma classe gramatical variável em pessoa, número, modo, tempo e voz. Ainda, há várias classificações dos verbos:

Verbos regulares: são verbos cuja conjugação se enquadra nos modelos fixos de conjugação verbal, sem apresentar alterações no radical ou nas terminações verbais.
Exemplos:  cantar, estudar, vender, partir e dividir.

Verbos irregulares: são verbos cuja conjugação não se enquadra nos modelos fixos de conjugação verbal, apresentando alterações no radical ou nas terminações verbais.
Exemplos: pôr, dar, vir, fazer, trazer.

Caber
Presente
Pretérito Perfeito
Pretérito Imperfeito
Pret. Mais que perfeito
Futuro do presente
Futuro do pretérito
Eu caibo
Coube
Cabia
coubera
caberei
caberia
Tu cabes
coubeste
Cabias
couveras
caberás
caberias
Ele cabe
Coube
Cabia
coubera
caberá
caberia
Nós cabemos
coubemos
cabíamos
coubéramos
caberemos
caberíamos
Vós cabeis
coubestes
Cabíeis
coubéreis
cabereis
caberíeis
Eles cabem
couberam
Cabiam
couberam
Caberão
caberiam

Verbos anômalos: são verbos irregulares cuja conjugação apresenta diferentes radicais primários, apresentando assim uma irregularidade intensa.
Exemplos: ser, ir, estar, haver.

Verbos defectivos: são verbos cuja conjugação é incompleta, ou seja, não apresenta todas as formas verbais porque o verbo não é conjugado em todos os tempos, modos ou  pessoas.
Exemplos:  reaver, falir, demolir, doer, colorir.

Verbos impessoais: são verbos cuja conjugação é feita apenas na 3.ª pessoa do singular, visto não apresentarem sujeito.
Exemplos: haver (no sentido de existir), fazer (tempo decorrido), chover, nevar, amanhecer.

Verbos unipessoais: são aqueles cuja conjugação é feita apenas na 3.ª pessoa do singular e na 3.ª pessoa do plural, embora apresentem um sujeito. São os verbos que representam as vozes dos animais e os que se relacionam com um sujeito oracional.
Exemplos: latir, miar, convir, custar.

Verbos abundantes: são verbos cuja conjugação apresenta duas formas equivalentes de particípio: um particípio regular e um particípio irregular. Eis os principais verbos abundantes e seus particípios:
Verbo
Regular e Irregular
Aceitar
Aceitado e aceito
Acender
Acendido e aceso
Benzer
Benzido e bento
Concluir
Concluído e concluso
Eleger
Emergir
Entregar
Enxugar
Expelir
Expressar
Exprimir
Expulsar
Extinguir
Elegido e eleito
Emergido e emerso
Entregado e entregue
Enxugado e enxuto
Expelido e expulso
Expressado e expresso
Exprimido e expresso
Expulsado e expulso
Extinguido e extinto
Frigir
Findar
Frigido e frito
Findado e findo
Imergir
Imprimir
Inserir
Isentar
Imergido e imerso
Imprimido e impresso
Inserido e inserto
Isentado e isento
Limpar
Limpado e limpo
Matar
Morrer
Matado e morto
Morrido e morto
Omitir
Omitido e omisso
Prender
Prendido e preso
Romper
Rompido e roto
Salvar
Segurar
Soltar
Submergir
Suprimir
Suspender
Salvado e salvo
Segurado e seguro
Soltado e solto
Submergido e submerso
Suprimido e supresso
Suspendido e suspenso
Tingir
Tingido e tinto.

Observação I: Pegar e chegar, na língua culta, apresentam apenas o particípio regular: pegado e chegado.


Observação II: Os particípios terminados em DO, geralmente, são usados com os auxiliares ter e haver, e os terminados em TO e SO com os auxiliares ser e estar.

Julieta havia acendido o fogo.
Eu tinha imprimido os convites.
Os convites estavam impressos.
O convite foi aceito por ele.

Verbos principais: são os que não necessitam de outros verbos para transmitir a totalidade da ação verbal.
Exemplos: correr, brincar, participar, escorregar.

Verbos auxiliares: são verbos que acompanham um verbo principal numa das suas formas nominais em locuções verbais, tempos compostos e voz passiva.
Exemplos: ser, estar, ter, haver, ficar.

* Uma locução verbal é formada por um verbo auxiliar + um verbo principal *


Professora Luana Iensen.

Fontes: CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa - 48ª Ed. 2009. Companhia Editora Nacional

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Vícios de Linguagem

Um vício de linguagem é qualquer desvio das normas gramaticais.

Barbarismo
É o desvio relativo à palavra. É quando grafamos ou pronunciamos uma palavra que não está de acordo com a norma culta. Pode ser:
Pronúncia: pobrema (programa)
Grafia: Advinhar (adivinhar)
Morfologia: Quando eu pôr o vestido (o certo seria puser)
Semântica: assistiu a seção da tarde (sessão)
Estrangeirismos :  Show, menu, know-how, hall.

Solecismo
É o desvio em relação à sintaxe. Pode ser:
De concordância 
- Haviam pessoas. (o certo seria havia)
- Fazem dois meses. (o certo seria faz)
De regência
- Obedeça o chefe. (o certo seria ao chefe)
- Assisti o filme. (o certo seria ao filme)
De colocação 
- Tinha ausentado-me.
- Não espere-me.

Cacófato
É o som desagradável, obsceno.
- Vou-me já.
- Boca dela.

Eco
Repetição desagradável de terminações iguais.
- Vicente já não sente dores de dente tão frequentemente como antigamente quando estava no Oriente.
OBS: O eco na prosa é considerado um vício, um defeito. Já na poesia é o fundamento da rima.

Colisão
Aproximação de sons consonantais idênticos ou semelhantes.
  • Sua saia saiu suja da máquina.
Hiato
Aproximação de vogais idênticas
  • Traga a água.
  • Trago o ovo.
Ambiguidade
É o duplo sentido.
- O cachorro do seu irmão avançou sobre o amigo.
Gerundismo
Utilização desnecessária do gerúndio.

Pleonasmo
Repetição desnecessária de uma expressão.
- Criar novos...
- Hemorragia de sangue
- Subir para cima

Luana Iensen Gonçalves

Infinitivamente no progresso (inter)pessoal

O ano de 2018 tem seu numeral uma simbologia especial: o infinito. Imagem em que não identificamos o início e o fim do ciclo. Por mais que um ano seja marcado por um calendário, há ciclos no decorrer desses 12 meses que se mesclam ao cotidiano que não percebemos a sua troca. Esse símbolo “representa eternidade, divindade, evolução, amor e equilíbrio entre o físico e o espiritual. [...] a inexistência do início e do fim, do nascimento e da morte”.
Desejo que essa simbologia nos reserve um ano de produtividade e progresso: pessoal, espiritual e social. Aliás, tenho certeza que tudo isso já está em nossas mãos, basta querermos fazer.
Que seja infinita, então, em 2018, a vontade de evoluir, melhor, ser bom, ser humano. Que seja infinitas as alegrias, os compartilhamentos, o amor, a saúde, as bênçãos.
Que seja um ano iluminado para você, para mim, para a sociedade. Afinal, só somos bons juntos!


Luana Iensen Gonçalves

domingo, 31 de dezembro de 2017

"É preciso saber viver"

“Quem espera que a vida seja feita de ilusão, pode até ficar maluco ou morrer na solidão, é preciso saber viver...” (Titãs). A música já o que é preciso... Mas e o que é “saber viver”?
O ritual é exatamente igual todos os anos: no primeiro de janeiro, iniciam 365 páginas de um livro chamado ano novo. 2017 já está acabando, com páginas doces, bonitas, outras amargas, tristes. Agora não podemos mudá-las, nem rasga-las. Resta-nos agradecer o positivo e aprender com o que não deu certo.

Isso é saber viver: olhar para o que passou com maturidade o suficiente para ser grato ao outro, mas também reorganizar o planejamento de vida para o presente e futuro.
Saber viver é curtir um banho de chuva, o cheiro de terra molhada, uma corrida noturna, andar de bicicleta, sentir o aroma do bolo de vó, dar gargalhadas com os amigos, brincar com crianças, falar eu te amo para as pessoas que amamos sem medo de expressar nossos sentimentos. É valorizar as coisas simples da vida.

Saber viver é ser feliz com o trabalho que exerce, com a família que se tem ou se formou ao longo da vida, é visitar os amigos, é ser gentil (até mesmo no modo online), é ser grato.
Saber viver é lidar com o carpe diem, é ao mesmo tempo ter planos para o amanhã e para um futuro distante. É ter autoestima, é estar com paz de espírito, é ter orgulho de ser quem é, de modo transparente, sem máscaras, sem vida apenas online.
Saber viver é tão difícil e tão fácil ao mesmo tempo. Basta olharmos com “os olhos do coração”. Quem se reinicie o ciclo, seja bem-vindo, livro novo, já intitulado 2018!!


Luana Iensen Gonaçalves

domingo, 24 de dezembro de 2017

Correr é libertador

Iniciar uma mudança alimentar e de atividades físicas nunca é fácil. Mas é preciso dar o primeiro passo. No início, caminhar já era um martírio, mas com o passar do tempo, com a reeducação alimentar, os passos se apressaram e a corrida começou a fazer parte da minha vida.
A ideia era apenas fazer uma atividade física rotineira, mas, aos poucos, a brincadeira tornou-se um vício prazeroso. A corrida de rua passou a fazer da parte da minha vida.
De modo despretensioso, comecei a correr em competições: 4km, 5km e agora 7km, tudo em 2017. Um desafio pessoal, que agora faz parte da rotina. Que me mostrou que ser saudável também pode ser gostoso.
Com esta vivência aprendi que correr é libertador, correr é transpirar, correr é sonhar.

“Se você quiser mudar seu corpo, exercite-se. Se você quiser mudar sua vida, torne-se um corredor.” – Autor desconhecido

Luana Iensen

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Parabéns, bonitos e bonitas, pela formatura!

Todos os anos, em diferentes escolas, em diferentes lugares, turmas de 9º ano encerram seu ciclo. Mas vocês não são qualquer 9º ano, vocês são especiais porque fazem parte de um grupo seleto de jovens educados para o mundo, para o conhecimento e para a vivência de Santa Paulina. Hoje é uma noite especial, queridos, e fico feliz por vocês! Parabéns pela formatura!
Nossa relação começou lá em 2016, ainda no 8º ano. Cheguei ao poucos, conquistando o espaço da produção de texto. Este ano, no português, tivemos mais tempos juntos e assim pude acompanhar o crescimento de vocês: humano e como estudantes. Tornaram-se mais responsáveis pelo estudo, alguns criaram elos de amizade que irão se manter mesmo cada um seguindo um rumo diferente.
Vocês trilharam um caminho lindo; alguns juntos desde a educação infantil, ouros chegando aos poucos. Aprenderam a conviver, a trabalhar em equipe (alguns entraves... mas
tudo no limite da adolescência), estudaram juntos, escutaram um ao outro. Hoje são adolescentes preparados para enfrentar o ensino médio, com sonhos a serem conquistados.

Nesse momento, vocês encerram um ciclo para iniciar outro.  Hoje, sou feliz de ter conhecido vocês, convivido, aprendido, trocado experiências. Fico realizada como pessoa e como profissional por ter feito parte deste período da formação de vocês. Agora, agradeço por esse tempo e desejo muitas alegrias, realizações e aventuras nessa nova etapa que se inicia!! “Nunca jamais desanimeis, embora venham ventos contrários” Santa Paulina.

Luana Iensen

domingo, 10 de dezembro de 2017

De lavar a alma

Aquela tarde maravilhosa, sol, calor... Porém o tempo é um ser que se governa. As nuvens aparecem rapidamente, os pingos começam, todos correm para se proteger. (Mas é engraçado: sair da piscina para não se molhar na chuva...).
Todos, exceto eu. Que sensação de plenitude fechar os olhos, abrir os braços e sentir aqueles pingos gelados cada vez mais fortes. Pode parecer clichê, mas sim, é aquele banho de lavar a alma, de descarregar a energia negativa do mundo. Por alguns segundos, é como estar em outro plano.
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Como digo, mais do que uma religião em si, o que reina em mim é a espiritualidade. E estar em contato com a natureza é uma das formas mais sinceras da espiritualidade, de estar em paz, de estar com uma luz superior, de colocar os pensamentos no lugar, de deixar as tristezas irem embora. Por isso gosto de abraçar uma árvore, pisar na grama, brincar com pedras, tomar um banho de chuva.
A chuva durou só uns 15 minutos, mas foi mais relaxante que a piscina. Foi um tempo de conexão com a natureza. Necessário e no tempo certo. No tempo de mudanças, no tempo de reflexão, no tempo dos céus.
Meu desejo é de mais liberdade para vocês: chega de censura adulta – curtir a chuva ou ter medo do resfriado? A escolha é sua.

Luana Iensen Gonçalves
Professora e jornalista


Revisão SIS II - Questões