quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

#Retrospectiva2018I



Do sofrimento ao renascimento: o nascimento da fênix que estava escondida em mim!

Então, “querido” 2018! Você foi uma verdadeira caixinha de surpresas. E confesso que, primeiro trimestre, tive vontade de esganá-lo.
Sabe aquela situação que nunca imaginaríamos enfrentar? Aquela que “só” acontece em filme ou com o vizinho? Pois é. Aconteceu. Você, 2018, deu-me meu pior pesadelo em realidade. Não desejo isso para ninguém e espero nunca mais essa experiência novamente.
Mas... ao mesmo tempo, você, 2018, abasteceu-me de coragem para lutar, para dizer não, para dizer para, para “cortar o mal pela raiz”.
Foi duro, foi difícil, foi doloroso física e mentalmente. Tudo duplicado por estar longe de todos, por não ter para onde fugir ou para com quem chorar. Foi cruel, 2018. Muito!
Só conheci a força que tenho diante deste entrave. Esse foi meu saldo/aprendizado: forte para enfrentar a situação, forte para cicatrizar a ferida, forte para perdoar (espero que já, que sim), forte para virar a página.
Sim! Virar. Uma nova página, em branco. Foi assim que, ao mesmo tempo, você me colocou no fundo do poço, levantou-me e me ofereceu novas páginas, diariamente, para lindas histórias. E é por isso que posso dizer: obrigada, 2018! Obrigada por eu estar aqui podendo te agradecer!

Luana Iensen Gonçalves

#problemasseresolvem #avidafica #retrospectiva2018 #nãoàviolência #gratidão

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Terceirão


E agora, Terceirão?
O ensino médio acabou,
a luz apagou,
A aula sumiu,
a manhã esfriou,
e agora, Terceirão?
e agora, você?
você que é amigo,
que ajuda os outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, Terceirão?

Está sem os amigos,
está sem os professores,
está sem as histórias de corredor,
já não pode beber café,
já não pode ler no pátio,
dormir já não pode,
a manhã esfriou,
a rotina mudou,
o riso não veio,
não veio a tristeza
e a aula acabou
e insegurança fugiu
e o medo mofou,
e agora, Terceirão?

E agora, Terceirão?
Sua doce palavra,
seu instante de dúvida,
sua gula e desejo,
sua biblioteca,
sua alma juvenil,
seu desejo de viver,
sua incoerência,
seu amor — e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
mas são muitas portas;
quer aprovar,
mas também se aventurar;
quer ir para o mundo,
E o mundo te espera.
Terceirão, e agora?
Se você gritasse,
se você desenhasse,
se você tocasse
um rock hol,
se você dormisse,
se você sonhasse,
se você metamorfoseasse...
E você resiste,
você é duro, Terceirão!

Sozinho no escuro
qual estrela cadente,
sem preconceitos,
sem medo de aventura,
para os sonhos realizar,
com caminhos diversos
fuja a galope,
você marcha, Terceirão!
Terceirão, para o futuro!!

Luana Iensen Gonçalves

Um homenagem aos meus alunos do 3º EM Lato Sensu 2018.

Sucesso no caminho de cada um de vocês!!

terça-feira, 25 de setembro de 2018

"Pela fé!"


Os quatro primeiros meses foram os mais intensos e os mais difíceis. Outro estado, outra cultura, novo endereço, novas rotas, nova rotina. Tudo a conhecer, explorar; uma descoberta por dia. à noite, a saudade era a companheira. Como estariam pai, mãe, irmã, amigos? O que vim fazer aqui? Como vim parar aqui? Até que aquele abraço de dezembro me deu certeza que eu ficaria aqui. Todos bem lá, eu bem por cá.
Assim chegou meu 2018. Cheio de mudanças, nova rotina. Como tudo na vida: mudou de novo em pouco tempo. Despedidas, adeus, dores, recomeços, desorientação, novos objetivos, foco, luta. Tudo de novo. A vida me sorri de novo.
Esta terra de oportunidades me abraça. A realização profissional se organiza e a pessoal explora as ruas manauaras. A corrida me presenteou com amigos, mostrou-me caminhos, fez meu olhar se transformar e cada vez mais aprendi a vivenciar as pequenas felicidades do cotidiano. A de fato colher o dia, um de cada vez, saboreá-lo com intensidade e desejo.
Perdas – emocionais e materiais – nos dão verdadeiros tapas na cara. Um aviso, tipo “acorda par ao que importa”. Eis que a essência se torna mais clara e evidente: a minha felicidade é produto meu. Quanto mais eu me aceito e faço o meu caminho, melhor desfruto da companhia do outro.

Esta terra me apresenta paisagens deslumbrantes, mas também a realidade dos que vivem e dos que sobrevivem; mostra-me aromas e sabores que aguçam meu cinco sentidos; ensina-me sotaques e vocábulos que enriquecem meu repertório linguístico. Nesta terra, tenho o prazer do contato com a natureza, momentos em que é possível desfrutar de silencia e reflexão. Nesta terra, ganhei um novo estilo de vida e a corrida tornou-se parte de mim.
Esta terra me acolhe calorosamente e eu sou grata!

Luana Iensen Gonçalves.

(24 de agosto de 2018 =  um ano de Manaus)

domingo, 15 de julho de 2018

Temas para redação eSa 2018 - Sugestões


Salve, guerreiros!!

Então, vamos às sugestões de temas que podem surgir na prova da eSa 2018?
Lembrem! Adivinhar o tema em si nunca é possível, pois é sempre algo surpresa. Se alguém souber, antecipadamente, algum tema de prova é sabotagem, corrupção, tramoia. No entanto, analisando o histórico dos temas já caídos anteriormente, é possível prever mais ou menos algo que será pedido. Tanto que ano passado o tema “doação de órgãos” estava nas minhas sugestões, mas eu havia separado cinco eixos temáticos para vocês, não simplesmente escolhido um e dito que seria aquele.
Nesse contexto, os temas abaixo são perto ou parecidos com os que já caíram. nos últimos anos, a prova de redação da eSa tem abordado temas atuais e de domínio público, assim, é bem provável que algum assunto midiatizado este ano esteja na prova daqui duas semanas
Saber de antemão qual o assunto da redação não importa: na verdade nós temos que saber é o que fazer quando temos o assunto proposto em mãos! 
A partir dos estudos das últimas provas e dos temas discutidos durante as aulas e vídeos deste ano, seguem as minhas apostas, organizadas em cinco palavras-chave:

1. Doenças sociais: por vivermos em uma sociedade tecnológica e muitas vezes egocêntrica, alguns males são preocupantes e foram bem debatidos na mídia:
*Depressão x Ansiedade (males do século)
* Compulsão alimentar;

2. Problemas sociais: temas que afetam a sociedade em geral:
* meio ambiente (crise hídrica, lixo, sustentabilidade);
* Mobilidade urbana;
* segurança pública (ruas, digital, ambiente público).
* violência (urbana, pessoal, online; crianças, idosos; bullying; justiça com as próprias mãos)

3. Vícios: a cada ano, antigos e novos vícios afligem a população:
* Tecnologia (as pessoas passam tempo demais conectadas, além da questão da nomofobia);
* Drogas lícitas e ilícitas;
* escravidão moderna (trabalho forçado infantil e adulto; escravidão da beleza - exagero nas dietas, exercícios e anabolizantes; - escravidão de remédios (automedicação)).

4. Gerais
* Aumento da expectativa de vida (a população está ficando mais idosa: quais os impactos disso?).
* trabalho voluntário (questões humanitárias).

5. Intervenção militar
* segurança pública;
* refugiados.

Enfim, parece muito? Mas não é, afinal agora é hora de revisar tópicos. Nós escrevemos sobre esses temas, vocês leram, pesquisaram; agora é o momento de recapitular argumentos interessantes e citações.

E para aproveitar o seu tempo na prova, veja no vídeo como organizar o esquema da redação.
E na sequência, relembre a estrutura dissertativa.
Boooora, aprovar! 2018 é o ano de vocês!!
Beijos!

Profe Luana Iensen

sábado, 30 de junho de 2018

No meio do caminho tem a escravidão moderna.

Durante séculos, colonizados foram feitos escravos de seus colonizadores, especialmente indígenas e negros por toda parte do mundo. No Brasil, apenas em 1888, com a assinatura da Lei Áurea, a escravidão foi extinta – pelo menos no papel. Sem condições descentes de trabalho e/ou assistência, a escravidão mascarou-se e continua presente até hoje seja na exploração sexual, infantil ou mesmo no trabalho forçado. Como efeitos prejudiciais dessa situação, há o desafio entre relações comerciais e doenças físicas e psicológicas.
Primeiramente, observa-se que a escravidão moderna afeta toda sociedade, de modo implícito e explicito. Um prejuízo paradoxal é a diminuição das relações comerciais internacionais, pois é positivo ao denunciar empresas que escravizam e negativo por diminuir as vendas dos nossos produtos. Prova disso é que há 10 anos existe a chamada “lista suja”, cadastro de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à de escravos. Assim, quando um nome é incluído nele, instituições suspendem financiamentos e o acesso a crédito; além de bloqueios e restrições comerciais.
https://www.jornalnh.com.br/ 

Além das dificuldades comerciais, é o trabalhador explorado que mais sente as consequências do regime escravocrata atual. Conforme dados da Organização das Nações Unidades (ONU) milhares de crianças perdem o direito à infância; assim como muitos jovens são aliciados ao trabalho sexual, ficando longe da escola  e sem perspectiva de mudança de vida. Ainda,  muitos trabalhadores formais – com carteira assinada e direitos garantidos por lei – sofrem abuso trabalhista: horas extras não remuneradas, atividades para serem feitas em casa, desempenham até dois ou mais cargos; e caso reclamem ou reivindiquem melhorias, são ameaçados de perderem o emprego.
A partir das ideias expostas, nota-se o quanto prejudicial a escravidão moderna pode para a sociedade. É dever do Estado, portanto, junto a órgãos de direitos trabalhistas, continuar a luta para libertar pessoas do trabalho escravidão atual. Assim como escolar e universidades precisam manter campanhas educativas de orientação às pessoas sobre a existência dessa escravidão e de como fazer denúncias.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Cuidado com essas expressões

“Há dez anos atrás”

Essa expressão é redundante. A forma mais correta é há dez anos. O advérbio atrás é desnecessário para indicar o passado, dado o verbo haver, conjugado como verbo impessoal, já indicar tempo decorrido.
Há dez anos terminei a faculdade.
Esta história aconteceu há cinco anos.

 “Ela mesmo fez”

A forma correta é ela mesma fez. Há flexão em gênero e número, concordando com o sujeito gramatical. Isso acontece porque a palavra mesmo atua como um adjetivo, reforçando que se trata da pessoa referida através do pronome.
Ela mesma solucionou o problema.
Elas mesmas fizeram a decoração da festa.

“Fazem dois anos”

A forma correta é faz dois anos. Quando usado para indicar tempo decorrido, o verbo fazer atua como um verbo impessoal, sem sujeito, sendo conjugado apenas na 3.ª pessoa do singular.
Faz dois anos que vim morar em Manaus.
Já faz dois anos que eu te encontrei no shopping.

 

“Daqui há pouco”

A forma correta é daqui a pouco. A expressão daqui a indica algo que ainda não aconteceu, mas que começa agora, a partir deste momento e terá seguimento no futuro.
Rápido, daqui a pouco já saio de casa!

* A forma verbal há, do verbo haver, é usada para indicar tempo decorrido, algo que aconteceu no passado. Exemplo: Há dias não te via.

 “Nada demais”

A forma correta é nada de mais. Essa expressão indica que nada fora do normal aconteceu, ou seja, que nada foi feito acima do que é considerado normal e habitual.
João não fez nada de mais, mas todos ficaram chateados.

 

“Afim de”

A forma correta é a fim de. Esta locução prepositiva é popularmente utilizada para indicar vontade e interesse em alguém ou alguma coisa. Pode ser usada também para indicar uma intenção ou finalidade.
Obrigada, mas não estou a fim de ir à praia.
Você sabia que o João está a fim de você?

A palavra afim também existe, atuando como adjetivo ou substantivo. Indica algo que é semelhante e tem afinidade, não devendo ser seguido da preposição de.

 

“Meia cansada”

A forma correta é meio cansada. Nesta expressão, a palavra meio atua como um advérbio, sinônimo de um tanto, um pouco, não completamente. Sendo um advérbio, é invariável em gênero e número.
Estou meio cansada da rotina do dia a dia.

 

“De vez enquando”

A forma correta é de vez em quando. Esta locução adverbial de tempo indica que alguma coisa não ocorre com muita frequência, apenas ocasionalmente.
De vez em quando eu ainda penso nela.

Referências
INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.
SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2012.

TERRA, Ernani. Gramática, literatura e produção de texto para o ensino médio: curso completo / Ernani Terra, José De Nicola – 2. ed. reforma. São Paulo: Scipione, 2002. (Série Parâmetros).

terça-feira, 26 de junho de 2018

Reações Químicas


No campo teórico da Química, as reações químicas são transformações que envolvem alterações, quebra e/ou formação, nas ligações entre partículas (átomos, moléculas ou íons) da matéria, resultando na formação de nova substância com propriedades diferentes da anterior. Algumas evidências da ocorrência de uma reação química são mudança de cor, evolução de calor ou luz, formação de uma substância volátil, formação de um gás, entre outros. 
No campo emocional, uma reação “química” diante de certos acontecimentos também implica em mudanças.  Algumas evidências da ocorrência de uma reação química são mudança de comportamento, humor, evolução do pensamento, formação de novos objetivos, entre outros. 
Assim, quando um relacionamento termina (amoroso ou até de amizade), quando se perde um emprego, uma oportunidade, quando morre alguém especial; cada pessoa tem uma reação: choro, sofrimento, dias (até meses) em depressão, publicações baixo astral nas redes, desespero total.
O que eu penso sobre isso? Posso não ter o mesmo comportamento, mas eu respeito, pois “cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”.
Quando se ganha um prêmio, uma aumento, passa-se em um concurso, inicia um relacionamento, uma nova fase da vida; cada pessoa tem uma reação: esconde, comemora sozinho, festeja, conta para todos, anuncia nas redes sociais.
O que eu penso sobre isso? Posso não ter o mesmo comportamento, mas eu respeito, pois “cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”.
Eu não sinto a necessidade de chorar pelos cantos, de propagar a minha dor por aí; nem por isso não significa que eu não tenha sofrido na vida. Só quem vive uma  situação problema, sabe a dor que foi viver aquilo. A minha dor não é pior nem menos importante que a tua, é diferente e única. Pra mim, quem se arrepende é que tem motivo para sofrer, pois entendeu que fez de fato algo errado. Eu? Eu simplesmente escolho viver. Passado meu ritual de catarse, é erguer a cabeça e seguir a luta.
E o que eu apenas quero? RESPEITO, pois “cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”.
Luana Iensen

Revisão SIS II - Questões