domingo, 24 de dezembro de 2017

Correr é libertador

Iniciar uma mudança alimentar e de atividades físicas nunca é fácil. Mas é preciso dar o primeiro passo. No início, caminhar já era um martírio, mas com o passar do tempo, com a reeducação alimentar, os passos se apressaram e a corrida começou a fazer parte da minha vida.
A ideia era apenas fazer uma atividade física rotineira, mas, aos poucos, a brincadeira tornou-se um vício prazeroso. A corrida de rua passou a fazer da parte da minha vida.
De modo despretensioso, comecei a correr em competições: 4km, 5km e agora 7km, tudo em 2017. Um desafio pessoal, que agora faz parte da rotina. Que me mostrou que ser saudável também pode ser gostoso.
Com esta vivência aprendi que correr é libertador, correr é transpirar, correr é sonhar.

“Se você quiser mudar seu corpo, exercite-se. Se você quiser mudar sua vida, torne-se um corredor.” – Autor desconhecido

Luana Iensen

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Parabéns, bonitos e bonitas, pela formatura!

Todos os anos, em diferentes escolas, em diferentes lugares, turmas de 9º ano encerram seu ciclo. Mas vocês não são qualquer 9º ano, vocês são especiais porque fazem parte de um grupo seleto de jovens educados para o mundo, para o conhecimento e para a vivência de Santa Paulina. Hoje é uma noite especial, queridos, e fico feliz por vocês! Parabéns pela formatura!
Nossa relação começou lá em 2016, ainda no 8º ano. Cheguei ao poucos, conquistando o espaço da produção de texto. Este ano, no português, tivemos mais tempos juntos e assim pude acompanhar o crescimento de vocês: humano e como estudantes. Tornaram-se mais responsáveis pelo estudo, alguns criaram elos de amizade que irão se manter mesmo cada um seguindo um rumo diferente.
Vocês trilharam um caminho lindo; alguns juntos desde a educação infantil, ouros chegando aos poucos. Aprenderam a conviver, a trabalhar em equipe (alguns entraves... mas
tudo no limite da adolescência), estudaram juntos, escutaram um ao outro. Hoje são adolescentes preparados para enfrentar o ensino médio, com sonhos a serem conquistados.

Nesse momento, vocês encerram um ciclo para iniciar outro.  Hoje, sou feliz de ter conhecido vocês, convivido, aprendido, trocado experiências. Fico realizada como pessoa e como profissional por ter feito parte deste período da formação de vocês. Agora, agradeço por esse tempo e desejo muitas alegrias, realizações e aventuras nessa nova etapa que se inicia!! “Nunca jamais desanimeis, embora venham ventos contrários” Santa Paulina.

Luana Iensen

domingo, 10 de dezembro de 2017

De lavar a alma

Aquela tarde maravilhosa, sol, calor... Porém o tempo é um ser que se governa. As nuvens aparecem rapidamente, os pingos começam, todos correm para se proteger. (Mas é engraçado: sair da piscina para não se molhar na chuva...).
Todos, exceto eu. Que sensação de plenitude fechar os olhos, abrir os braços e sentir aqueles pingos gelados cada vez mais fortes. Pode parecer clichê, mas sim, é aquele banho de lavar a alma, de descarregar a energia negativa do mundo. Por alguns segundos, é como estar em outro plano.
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Como digo, mais do que uma religião em si, o que reina em mim é a espiritualidade. E estar em contato com a natureza é uma das formas mais sinceras da espiritualidade, de estar em paz, de estar com uma luz superior, de colocar os pensamentos no lugar, de deixar as tristezas irem embora. Por isso gosto de abraçar uma árvore, pisar na grama, brincar com pedras, tomar um banho de chuva.
A chuva durou só uns 15 minutos, mas foi mais relaxante que a piscina. Foi um tempo de conexão com a natureza. Necessário e no tempo certo. No tempo de mudanças, no tempo de reflexão, no tempo dos céus.
Meu desejo é de mais liberdade para vocês: chega de censura adulta – curtir a chuva ou ter medo do resfriado? A escolha é sua.

Luana Iensen Gonçalves
Professora e jornalista


sábado, 25 de novembro de 2017

Registro fotográfico

Um retrato é mais que o registro de um momento. Neste registro, muitas histórias estão explícitas e implícitas, ainda mais num mundo de selfies em que vivemos. Mas vamos deixar a tecnologia para outro momento.
Fotografia para mim ainda tem um valor emocional impressa, em minhas mãos, no porta-retrato. Folhear um álbum de fotos é como passear num mundo mágico, voltar ao tempo... Suspirar fundo... Recordar...
Em um retrato, a primeira história é da imagem ali registrada: um evento, um sorriso, uma festa, o momento do clique. Mas, e por trás disso? Existe uma alma que pode estar sendo registrada em sua plenitude ou simplesmente uma montagem de emoção ou situação... Existe alguém que fez o registro, que pode estar vivendo aquele instante junto ao fotografado ou apenas alguém que passou na rua e foi abordado para fazer o clique a alguém que estava só.
A fotografia desta crônica foi retirada na Praça da Saudade, ontem, quinta, após uma caminhada sob o sol de 35 graus de capital amazonense. Nesse caso, não havia alguém passando no momento para me auxiliar, então fiquei apenas com tal selfie.
Mas, eu quis aproveitar a natureza do local, a praça estava bonita e alegre com aquele sol forte. Por isso procurei formar uma moldura natural a partir dos galhos e do enquadramento. Um sorriso sincero que mistura a sensação de calor com a satisfação da caminhada. Um registro dos três meses de mudança. Um registro da satisfação de estar se acostumando no novo lar com a mistura do coração apertado e da saudade dos abraços essenciais.
Quando paro para escrever sobre o dia 24 de cada mês, percebo como “o tempo voa, amor, Escorre pelas mãos, Mesmo sem se sentir, Não há tempo que volte, amor” e por isso é preciso “[...] viver tudo que há pra viver, Vamos nos permitir [...]” (Lulu Santos). É fato que o tempo passa sem dó, no entanto, o que importa é o que fazemos com ele. Não temos tempo para ressentimentos, há muita vida passando e pedindo registro para ser revista daqui algum tempo. Bons cliques para vocês!

Luana Iensen Gonçalves,

Professora e Jornalista, gaúcha, ariana, gremista, apaixonada por viver.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Amar é para os fortes

         Uma mulher é capaz de esquecer-se de si própria a partir do momento que descobre que está grávida ou quando uma criança surge em sua vida. Sua existência passa ser dedicada ao filho. Amar é para os fortes.
       As crianças amam da forma mais pura seus semelhantes: sem rótulos, sem preconceitos. Amar é para os fortes.
          Os avós amam da forma mais integral: fazem tudo o que não fizeram com seus filhos. Colo de vó cura, cafuné de vó conforta, bolo de vó é uma benção. Amar é para os fortes.
            Os amigos amam da forma mais sincera: dão bronca, chamam a atenção, evidenciam nossas falhas, nos dão a mão para enfrentarmos nossos medos e problemas. Amigos estão ao nosso lado na tristeza e na alegria. Amar é para os fortes.
       
Um casal se ama da forma mais mútua: aceitam defeitos, aceitam mudanças, fazem trocas, brigam, enfrentam preconceitos e até injustiças, tudo pela felicidade do outro. Mas cuidado: um toque de ciúmes é essencial, porém em exagero é deselegante e nada saudável. Amar é para os fortes.
          Os amantes amam com mais integra: não duvidam, não perguntam, se integram de corpo e alma. A felicidade do outro é a sua própria felicidade. Amar é para os fortes. (é bom lembrar o primeiro – e o qual eu defendo – significado de amante!)
            Os animais amam da forma mais singela: mordem, lambem, beliscam, arranham, tudo em busca de só um carinho, um bocado de atenção. Amar é para os fortes.
            Nem sempre os que amam são compreendidos, porque é difícil para o ser humano aceitar o jeito de o outro demonstrar seu carinho. A atenção é não exigir igualdade, mas respeito o espaço e a feição do outro, sem pressa, sem cobranças, apenas com mais escuta. Afinal, amar é para os fortes, e o mundo precisa de mais pessoas fortes.

Luana Iensen Gonçalves

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Funções da Linguagem

As Funções da linguagem dão o objetivo sócio comunicativo dos gêneros textuais. São elas:

Referencial ou informativa: transmite uma informação objetiva, expõe dados da realidade sem fazer comentários ou avaliações. A linguagem é denotativa.

Emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa.

Conativa ou apelativa: o objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Esse tipo de função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de autoridade.
  
Metalinguística: essa função refere-se à metalinguagem, que é quando o emissor explica um código usando o próprio código. Quando um poema fala da própria ação de se fazer um poema, por exemplo.

Fática: seu objetivo é estabelecer uma relação com o emissor, um contato para verificar se a mensagem está sendo transmitida ou para dilatar a conversa.

Poética: o objetivo do emissor é expressar seus sentimentos a partir de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos linguísticos. Ex.:
Negócio
Ego
Ócio
Cio
0

Luana Iensen Gonçalves
Professora


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Ainda restam motivos para eu sorrir?

Eu sempre me perguntei do porque de sorrir, e sempre falavam a mesma coisa : sorrir expressa o seu humor, mas eu já perdi a esperança.

Durante minha jornada na vida, tenho enfrentado grandes problemas relacionados a felicidade. Me aprofundei ainda mais nessa tremenda escuridão, procurando sempre um caminho para que daqui pra frente, eu venha a sorrir novamente.

Esses eventos é decorrente de uma vida cheia de amarguras, tristezas, relacionadas a paixão dos seres humanos. Por conta disso, vim a perder  minha fé de encontrar alguém que me completasse nesse Mundo. Sempre observei as demais pessoas, em shoppings, ruas e até mesmo em eventos de grandes portes, e sempre me vinha aquela dúvida na cabeça: O que eles tem que eu não tenho? dinheiro? um porte físico descente? ou mesmo uma beleza exuberante? o que, o que, o que?

Pretendo ficar sozinho agora, do que encontrar um yin para mim. Pois se não, me arrependerei novamente, ficar mal por isso e olhe lá.

Então, ainda resta motivos para eu sorrir? ou será que todo sorriso que dei nessa minha vida, não passava de uma simples ilusão?


Revisão SIS II - Questões