quinta-feira, 29 de outubro de 2020

O preconceito linguístico na região de Carazinho.

Hoje divido o espaço com uma colega do curo. Aproveitem o texto:

O preconceito linguístico na região de Carazinho.

O relato apresentado possui a finalidade de observar com quais formas o preconceito linguístico está impregnado no nosso cotidiano, principalmente pelos responsáveis que deveriam pôr um fim no ato de zombar das pessoas que não tiveram a mesma educação que eles. Meu nome é Mônica Hermes, eu tenho 19 anos e estou cursando o segundo semestre de Letras, na Universidade de Passo Fundo.

Esse trabalho é referente à disciplina de Sociolinguística, turma de 2020/02 na qual possui como docente Marlete Sandra Diedrich, Doutora em Letras. No ano de 2019, eu trabalhava em um setor com mais uma mulher, formada em Letras. Num determinado dia, esta mulher desdenhou da forma de falar de umas das auxiliares de limpeza, a qual, ao pedir licença para limpar o local em nos encontrávamos, falou da seguinte forma:

- “A sinhora podi mi dar licenca, frô?”

No mesmo momento, a mulher que estava ao meu lado, ficou perplexa e começou a proferir xingamentos com o que ela chamara de “falta de educação” por parte da faxineira, finalizando a frase com:

- “Vamos criar vergonha na cara e aprender a falar direito, não é mesmo, flor?”

Teria sido correta a atitude dessa colega de trabalho? Tal ação causada por essa profissional que deveria ter conhecimento no assunto, uma pessoa que possui a profissão de tocar outras vidas, com certeza ensinar, mas de forma mais humana, pode desdenhar da educação que o outro não teve?

O problema é social, não linguístico. Pessoas com vivências diferentes vão falar de forma diferente, não significa que está errado, foi apenas o jeito que elas aprenderam. Nem mesmo o falante que tem o mais profundo conhecimento da norma culta consegue segui-la 100%. Por que então alguém que tem uma graduação completa consegue se achar no direito de corrigir, de forma ríspida e grosseira, aqueles que não usam a pela norma-padrão?

 

Mônica Hermes, acadêmica de Letras, na Universidade de Passo Fundo.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

tema de redação da Semana - 15.06.2020


Texto 1

Fábio Malini, especialista da Universidade Federal do Espírito Santo, estuda esse fenômeno em larga escala e acredita que o “discurso de ódio” tem maior potencial para fazer “viralizar” determinadas opiniões. Eles proliferam porque há um alvo específico e, também, são pensados numa lógica de polarização.
Uma realidade que foi mostrada no especial produzido pela BBC Brasil, intitulado “Democracia Ciborgue“, onde foi desvelada a atuação de perfis falsos nas Eleições brasileiras de 2014 para manipular a população.
Entre os principais exemplos em que as “fake news” produziram efeito real, estão os plebiscitos sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e sobre o acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, além das eleições nos EUA.
Ganharam projeção nas redes conteúdos como a suposta notícia de que o papa Francisco havia apoiado Donald Trump na corrida eleitoral e a de que o ex-presidente Barack Obama não era americano, o que o motivou a divulgar a própria certidão de nascimento.

 

Texto 2


Texto 3

[…] Antes mesmo de se eleger presidente, Donald Trump elegeu para si e seus seguidores um inimigo. A imprensa e, fatalmente, a verdade. Menos de um mês depois de assumir a Casa Branca, Trump aninhou-se em sua ágora digital para trombetear, em um tuíte: “A mídia FAKE NEWS (os falidos @nytimes, @NBCNews, @ABC, @CBS, @CNN) não é minha inimiga, é inimiga do povo americano!”.
Nomear um oponente forte e contra quem as pessoas possam facilmente se voltar é uma tática de exercício de poder tão antiga e universal quanto eficaz. A Revolução Francesa e os comunistas russos designaram “inimigos do povo” para justificar o uso da guilhotina, dos gulagui.
Destacar o jornalismo profissional como esse inimigo tampouco é um recurso original – e é uma das maneiras mais eficientes de retroalimentar a polarização de uma sociedade. Nos Estados Unidos, Richard Nixon, que renunciou em 1974 emparedado pelo escândalo de Watergate, exposto pelo jornal Washington Post, foi feroz contra a mídia já no início dos anos 1960.
Em 2006, Evo Morales, presidente da Bolívia, classificou como seus “inimigos número 1” a “maioria da mídia” – argumento recorrente de Hugo Chávez, da Venezuela. Daniel Ortega, da Nicarágua, chama repórteres de “filhos de Goebbels”. Trump soa, a essa altura, como uma paródia de populistas latino-americanos.
Sua estratégia, porém, tem nuances que lhe conferem um grau diferente de sucesso. Uma distinção fundamental é a absoluta distorção que Trump emplaca do termo fake news. Primordialmente, fake news era a definição de postagens com conteúdo deliberadamente falso, travestido de notícia, espalhadas em redes sociais com um propósito espúrio – fosse de caçar cliques ou de influenciar uma eleição.
O caso mais notório, não acidentalmente, são as fake news disseminadas pelo governo russo no Facebook e em outras plataformas em 2016, que beneficiaram Trump e o levaram à Casa Branca (“Papa Francisco choca o mundo, apoia Donald Trump para presidente” foi uma das mais compartilhadas).
Trump, hoje sob poderosa investigação sobre como interagiu com os russos para se eleger, apropriou-se do termo fake news. Repetiu as palavras até esvaziá-las de sentido para, então, perverter seu significado em definitivo.
Trump passou a classificar o noticiário sobre a investigação e qualquer outro desfavorável a ele como fake news. O êxito dessa tática pode ser verificado em comentários de notícias na internet e na réplica, pelo mundo, de políticos usando fake news para minar a imprensa que divulga informações que lhes prejudiquem. […]

Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: Fake News no cenário político mundial.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Vou-me embora pra Universidade


Vou-me embora pra universidade

Vou-me embora pra universidade
Lá sou amigo do professor
Lá terei o café que eu quero
Na hora certa de me acordar
Vou-me embora pra Universidade.

Vou-me embora pra Universidade
Aqui já cumpri meu caminho
Lá a existência é uma aventura
De tal modo loucamente
Que o estudo, o temido,
vira rotina doce e amarga
e a desânimo em contrapartida
Vira a superação do semestre

E como farei exercícios
cálculos e artigos
caminharei pelo campus
ficarei embriagado pelo aroma das flores
tomarei banhos de chuva!
E quando estiver cansado
Encosto-me nos bancos
chamo os amigos
pra me contar histórias
pra fazer um cafuné
ou quem sabe para chorar junto a mim
Vou-me embora pra Universidade

Na Universidade tem quase tudo
É outra civilização
Tem um processo de pesquisa
Pra impedir o preconceito
Pra amenizar as diferenças
Tem livros e muitas vidas
Tem natureza e progresso
Para a gente evoluir

E quando eu estiver mais cansado
Mas cansado de não ter jeito
Quando achar que o artigo
não vai dar pra entregar
- Lá sou amigo do professor -
Terei o café que eu quero
O abraço que me escolherá
Vou-me embora pra Universidade

Intertextualidade criada por Luana Iensen

Esta é minha singela homenagem ao terceirão 2019 do Lato! Que você curtam esse descanso da finalização do ensino médio que possam desfrutar bençãos e sucesso neste novo caminho: a Universidade!

domingo, 20 de janeiro de 2019

Notas sobre as férias I


1. A melhor terapia do mundo chama-se praia: o mar, sua melodia, seu cheiro, sua brisa..... ahhhh o mar.
2. Família é tudo. Ame-os hoje. Não economize carinho.
3. Família é um elo de amor e zelo, não necessariamente de sangue. Cuide-os.
4. Eu tenho as melhores amigas cozinheiras do mundo! Obrigada por me tratarem com tanto afeto.
5. Eu nasci para ser dinda. Amo vocês! Comportem-se!
6. Independente da nossa idade, pai e mãe sempre realizarão nossos pedidos.
7. “Se engordei ou emagreci, o importe é que eu comi” tuuuudo o que eu queria do Sul.
8. É possível manter as atividades físicas durante as férias sim!
9. Tecnologia ajuda muito para reencontros, para matar saudades e para se ter certeza de onde se está..
10. Saudade faz parte e faz bem, pois evidencia que deixamos amor no coração das pessoas.
11. Carinho e reconhecimento de ex-aluno não tem preço.
12. Respire ar puro. Conecte-se à natureza.

13. Acima de tudo, SEJA humano, não apenas esteja...

Até a próxima parada.

Luana Iensen Gonçalves

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Retrospectiva2018IV - Pulsação



Parafraseando Fernando Pessoa, “Viver não é preciso, correr é preciso”. E ao correr o meu corpo pulsa, meu sangue pulsa, meu coração pulsa. Essa pulsação é a vida em movimento. Só há vida quando os batimentos estão em constância. Ora mais moderados, ora mais intensos.
Meio que, de forma tímida, a corrida tornou-se o meu pulsar. O que era apenas uma brincadeira foi acelerando, aumentando os treinos e os desafios. Em 31 de dezembro de 2017, prometi a mim mesma que participaria de uma corrida de 10km, uma evolução natural dos 5km. Em abril, aconteceu a primeira.

E vejam só... a endorfina e a adrenalina liberadas influenciaram tanto as conexões cerebrais que simplesmente  eu quis mais, mais, mais! Numericamente, o ano finalizou com 30 corridas oficiais, entre elas nove de 10km, além da primeira meia maratona: 21km.
Essa pulsação tomou conta do meu corpo, da minha mente, da minha alma. Não, não quero me tornar uma profissional, quero correr, quero viver, quero pulsar! Meu corpo transformou-se, minha rotina modificou-se e correr tornou-se um estilo de vida.
Tudo melhora quando você corre: a saúde, a autoestima, a positividade, a energia, a sensação de liberdade. Experimente! Sinta-se pulsante novamente!

Luana Iensen Gonçalves

#Retrospectiva2018IV #corrida #runner #pulsação #saúde #Manaus


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Retrospectiva2018III



Sobre trabalho, amor, amizades, encrencas, desafios, anjos em forma de gente no meu 2018?? A poesia abaixo resume minha gratidão!!

“Eu já passei por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida
Espero ainda a minha vez
Confesso que sou de origem pobre
Mas meu coração é nobre
Foi assim que Deus me fez


E deixa a vida me levar (vida leva eu!)
E deixa a vida me levar, vida leva (vida leva eu!)
Deixa a vida me levar (vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu

Só posso levantar as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel
Ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que eu tenho, eu vivo
De mansinho lá vou eu

A coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
Aos trancos e barrancos, lá vou eu!
E sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu

Deixa a vida me levar (vida leva eu!)
Deixa a vida me levar (vida leva eu!)
Deixa a vida me levar (vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu... “

Luana Iensen Gonçalves

#Gratidão #Retrospectiva2018 #Manaus

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Retrospectiva2018II


“Quando a saudade apertar fundo do peito
Lembra que todo mundo sente, saudade de alguém
E que quando a distância existe, a lembrança é o que mantém
Vivendo junto da gente, quem a gente quer também.

Quando o olhar se perde fica distante
O pensamento vai longe também
Não é tão simples esquecer, o que faz parte de mim
E nos trouxe até aqui.

Tem dias em que qualquer sopro do vento me faz
Querer partir de volta
É que a gente só lembra mesmo do que quer lembrar
Que os dias ruins, jamais existiram.

Mas eu não quero esquecer.”
(Valentin)

Quando se é feliz com as escolhas e decisões tomadas, aprende-se a conviver com a saudade. Ela se torna um a simples companheira e não uma martírio. Sabe por quê? Por que no fundo dó sente saudade quem amou e foi amado de verdade, quem viveu, quem tem histórias para contar.
Mas… chega um tempo de mudanças, de arriscar, de escrever novas histórias. É preciso coragem para mudar e para viver essa mudança. Por isso, quando voamos, aprendemos a conviver com o que ficou em outro ponto e usufruir do novo que se apresenta.
Eu escolhi voar e me arriscar e entre tropeços e levantadas, sou feliz. Aprendi que mesmo longe dos olhos quem é especial estará sempre no coração.

Luana Iensen Gonçalves

#retrospectiva2018 #saudade #mudanças

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

#Retrospectiva2018I



Do sofrimento ao renascimento: o nascimento da fênix que estava escondida em mim!

Então, “querido” 2018! Você foi uma verdadeira caixinha de surpresas. E confesso que, primeiro trimestre, tive vontade de esganá-lo.
Sabe aquela situação que nunca imaginaríamos enfrentar? Aquela que “só” acontece em filme ou com o vizinho? Pois é. Aconteceu. Você, 2018, deu-me meu pior pesadelo em realidade. Não desejo isso para ninguém e espero nunca mais essa experiência novamente.
Mas... ao mesmo tempo, você, 2018, abasteceu-me de coragem para lutar, para dizer não, para dizer para, para “cortar o mal pela raiz”.
Foi duro, foi difícil, foi doloroso física e mentalmente. Tudo duplicado por estar longe de todos, por não ter para onde fugir ou para com quem chorar. Foi cruel, 2018. Muito!
Só conheci a força que tenho diante deste entrave. Esse foi meu saldo/aprendizado: forte para enfrentar a situação, forte para cicatrizar a ferida, forte para perdoar (espero que já, que sim), forte para virar a página.
Sim! Virar. Uma nova página, em branco. Foi assim que, ao mesmo tempo, você me colocou no fundo do poço, levantou-me e me ofereceu novas páginas, diariamente, para lindas histórias. E é por isso que posso dizer: obrigada, 2018! Obrigada por eu estar aqui podendo te agradecer!

Luana Iensen Gonçalves

#problemasseresolvem #avidafica #retrospectiva2018 #nãoàviolência #gratidão

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Terceirão


E agora, Terceirão?
O ensino médio acabou,
a luz apagou,
A aula sumiu,
a manhã esfriou,
e agora, Terceirão?
e agora, você?
você que é amigo,
que ajuda os outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, Terceirão?

Está sem os amigos,
está sem os professores,
está sem as histórias de corredor,
já não pode beber café,
já não pode ler no pátio,
dormir já não pode,
a manhã esfriou,
a rotina mudou,
o riso não veio,
não veio a tristeza
e a aula acabou
e insegurança fugiu
e o medo mofou,
e agora, Terceirão?

E agora, Terceirão?
Sua doce palavra,
seu instante de dúvida,
sua gula e desejo,
sua biblioteca,
sua alma juvenil,
seu desejo de viver,
sua incoerência,
seu amor — e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
mas são muitas portas;
quer aprovar,
mas também se aventurar;
quer ir para o mundo,
E o mundo te espera.
Terceirão, e agora?
Se você gritasse,
se você desenhasse,
se você tocasse
um rock hol,
se você dormisse,
se você sonhasse,
se você metamorfoseasse...
E você resiste,
você é duro, Terceirão!

Sozinho no escuro
qual estrela cadente,
sem preconceitos,
sem medo de aventura,
para os sonhos realizar,
com caminhos diversos
fuja a galope,
você marcha, Terceirão!
Terceirão, para o futuro!!

Luana Iensen Gonçalves

Um homenagem aos meus alunos do 3º EM Lato Sensu 2018.

Sucesso no caminho de cada um de vocês!!

terça-feira, 25 de setembro de 2018

"Pela fé!"


Os quatro primeiros meses foram os mais intensos e os mais difíceis. Outro estado, outra cultura, novo endereço, novas rotas, nova rotina. Tudo a conhecer, explorar; uma descoberta por dia. à noite, a saudade era a companheira. Como estariam pai, mãe, irmã, amigos? O que vim fazer aqui? Como vim parar aqui? Até que aquele abraço de dezembro me deu certeza que eu ficaria aqui. Todos bem lá, eu bem por cá.
Assim chegou meu 2018. Cheio de mudanças, nova rotina. Como tudo na vida: mudou de novo em pouco tempo. Despedidas, adeus, dores, recomeços, desorientação, novos objetivos, foco, luta. Tudo de novo. A vida me sorri de novo.
Esta terra de oportunidades me abraça. A realização profissional se organiza e a pessoal explora as ruas manauaras. A corrida me presenteou com amigos, mostrou-me caminhos, fez meu olhar se transformar e cada vez mais aprendi a vivenciar as pequenas felicidades do cotidiano. A de fato colher o dia, um de cada vez, saboreá-lo com intensidade e desejo.
Perdas – emocionais e materiais – nos dão verdadeiros tapas na cara. Um aviso, tipo “acorda par ao que importa”. Eis que a essência se torna mais clara e evidente: a minha felicidade é produto meu. Quanto mais eu me aceito e faço o meu caminho, melhor desfruto da companhia do outro.

Esta terra me apresenta paisagens deslumbrantes, mas também a realidade dos que vivem e dos que sobrevivem; mostra-me aromas e sabores que aguçam meu cinco sentidos; ensina-me sotaques e vocábulos que enriquecem meu repertório linguístico. Nesta terra, tenho o prazer do contato com a natureza, momentos em que é possível desfrutar de silencia e reflexão. Nesta terra, ganhei um novo estilo de vida e a corrida tornou-se parte de mim.
Esta terra me acolhe calorosamente e eu sou grata!

Luana Iensen Gonçalves.

(24 de agosto de 2018 =  um ano de Manaus)

domingo, 15 de julho de 2018

Temas para redação eSa 2018 - Sugestões


Salve, guerreiros!!

Então, vamos às sugestões de temas que podem surgir na prova da eSa 2018?
Lembrem! Adivinhar o tema em si nunca é possível, pois é sempre algo surpresa. Se alguém souber, antecipadamente, algum tema de prova é sabotagem, corrupção, tramoia. No entanto, analisando o histórico dos temas já caídos anteriormente, é possível prever mais ou menos algo que será pedido. Tanto que ano passado o tema “doação de órgãos” estava nas minhas sugestões, mas eu havia separado cinco eixos temáticos para vocês, não simplesmente escolhido um e dito que seria aquele.
Nesse contexto, os temas abaixo são perto ou parecidos com os que já caíram. nos últimos anos, a prova de redação da eSa tem abordado temas atuais e de domínio público, assim, é bem provável que algum assunto midiatizado este ano esteja na prova daqui duas semanas
Saber de antemão qual o assunto da redação não importa: na verdade nós temos que saber é o que fazer quando temos o assunto proposto em mãos! 
A partir dos estudos das últimas provas e dos temas discutidos durante as aulas e vídeos deste ano, seguem as minhas apostas, organizadas em cinco palavras-chave:

1. Doenças sociais: por vivermos em uma sociedade tecnológica e muitas vezes egocêntrica, alguns males são preocupantes e foram bem debatidos na mídia:
*Depressão x Ansiedade (males do século)
* Compulsão alimentar;

2. Problemas sociais: temas que afetam a sociedade em geral:
* meio ambiente (crise hídrica, lixo, sustentabilidade);
* Mobilidade urbana;
* segurança pública (ruas, digital, ambiente público).
* violência (urbana, pessoal, online; crianças, idosos; bullying; justiça com as próprias mãos)

3. Vícios: a cada ano, antigos e novos vícios afligem a população:
* Tecnologia (as pessoas passam tempo demais conectadas, além da questão da nomofobia);
* Drogas lícitas e ilícitas;
* escravidão moderna (trabalho forçado infantil e adulto; escravidão da beleza - exagero nas dietas, exercícios e anabolizantes; - escravidão de remédios (automedicação)).

4. Gerais
* Aumento da expectativa de vida (a população está ficando mais idosa: quais os impactos disso?).
* trabalho voluntário (questões humanitárias).

5. Intervenção militar
* segurança pública;
* refugiados.

Enfim, parece muito? Mas não é, afinal agora é hora de revisar tópicos. Nós escrevemos sobre esses temas, vocês leram, pesquisaram; agora é o momento de recapitular argumentos interessantes e citações.

E para aproveitar o seu tempo na prova, veja no vídeo como organizar o esquema da redação.
E na sequência, relembre a estrutura dissertativa.
Boooora, aprovar! 2018 é o ano de vocês!!
Beijos!

Profe Luana Iensen

sábado, 30 de junho de 2018

No meio do caminho tem a escravidão moderna.

Durante séculos, colonizados foram feitos escravos de seus colonizadores, especialmente indígenas e negros por toda parte do mundo. No Brasil, apenas em 1888, com a assinatura da Lei Áurea, a escravidão foi extinta – pelo menos no papel. Sem condições descentes de trabalho e/ou assistência, a escravidão mascarou-se e continua presente até hoje seja na exploração sexual, infantil ou mesmo no trabalho forçado. Como efeitos prejudiciais dessa situação, há o desafio entre relações comerciais e doenças físicas e psicológicas.
Primeiramente, observa-se que a escravidão moderna afeta toda sociedade, de modo implícito e explicito. Um prejuízo paradoxal é a diminuição das relações comerciais internacionais, pois é positivo ao denunciar empresas que escravizam e negativo por diminuir as vendas dos nossos produtos. Prova disso é que há 10 anos existe a chamada “lista suja”, cadastro de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à de escravos. Assim, quando um nome é incluído nele, instituições suspendem financiamentos e o acesso a crédito; além de bloqueios e restrições comerciais.
https://www.jornalnh.com.br/ 

Além das dificuldades comerciais, é o trabalhador explorado que mais sente as consequências do regime escravocrata atual. Conforme dados da Organização das Nações Unidades (ONU) milhares de crianças perdem o direito à infância; assim como muitos jovens são aliciados ao trabalho sexual, ficando longe da escola  e sem perspectiva de mudança de vida. Ainda,  muitos trabalhadores formais – com carteira assinada e direitos garantidos por lei – sofrem abuso trabalhista: horas extras não remuneradas, atividades para serem feitas em casa, desempenham até dois ou mais cargos; e caso reclamem ou reivindiquem melhorias, são ameaçados de perderem o emprego.
A partir das ideias expostas, nota-se o quanto prejudicial a escravidão moderna pode para a sociedade. É dever do Estado, portanto, junto a órgãos de direitos trabalhistas, continuar a luta para libertar pessoas do trabalho escravidão atual. Assim como escolar e universidades precisam manter campanhas educativas de orientação às pessoas sobre a existência dessa escravidão e de como fazer denúncias.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Cuidado com essas expressões

“Há dez anos atrás”

Essa expressão é redundante. A forma mais correta é há dez anos. O advérbio atrás é desnecessário para indicar o passado, dado o verbo haver, conjugado como verbo impessoal, já indicar tempo decorrido.
Há dez anos terminei a faculdade.
Esta história aconteceu há cinco anos.

 “Ela mesmo fez”

A forma correta é ela mesma fez. Há flexão em gênero e número, concordando com o sujeito gramatical. Isso acontece porque a palavra mesmo atua como um adjetivo, reforçando que se trata da pessoa referida através do pronome.
Ela mesma solucionou o problema.
Elas mesmas fizeram a decoração da festa.

Fazem dois anos”

A forma correta é faz dois anos. Quando usado para indicar tempo decorrido, o verbo fazer atua como um verbo impessoal, sem sujeito, sendo conjugado apenas na 3.ª pessoa do singular.
Faz dois anos que vim morar em Manaus.
Já faz dois anos que eu te encontrei no shopping.

 

“Daqui há pouco”

A forma correta é daqui a pouco. A expressão daqui a indica algo que ainda não aconteceu, mas que começa agora, a partir deste momento e terá seguimento no futuro.
Rápido, daqui a pouco já saio de casa!

* A forma verbal há, do verbo haver, é usada para indicar tempo decorrido, algo que aconteceu no passado. Exemplo: Há dias não te via.

 “Nada demais”

A forma correta é nada de mais. Essa expressão indica que nada fora do normal aconteceu, ou seja, que nada foi feito acima do que é considerado normal e habitual.
João não fez nada de mais, mas todos ficaram chateados.

 

“Afim de”

A forma correta é a fim de. Esta locução prepositiva é popularmente utilizada para indicar vontade e interesse em alguém ou alguma coisa. Pode ser usada também para indicar uma intenção ou finalidade.
Obrigada, mas não estou a fim de ir à praia.
Você sabia que o João está a fim de você?

A palavra afim também existe, atuando como adjetivo ou substantivo. Indica algo que é semelhante e tem afinidade, não devendo ser seguido da preposição de.

 

“Meia cansada”

A forma correta é meio cansada. Nesta expressão, a palavra meio atua como um advérbio, sinônimo de um tanto, um pouco, não completamente. Sendo um advérbio, é invariável em gênero e número.
Estou meio cansada da rotina do dia a dia.

 

“De vez enquando”

A forma correta é de vez em quando. Esta locução adverbial de tempo indica que alguma coisa não ocorre com muita frequência, apenas ocasionalmente.
De vez em quando eu ainda penso nela.

Referências
INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.
SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2012.

TERRA, Ernani. Gramática, literatura e produção de texto para o ensino médio: curso completo / Ernani Terra, José De Nicola – 2. ed. reforma. São Paulo: Scipione, 2002. (Série Parâmetros).

Revisão SIS II - Questões