sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Inicia a Semana Farroupilha

Viva a Semana Farroupilha na Praça

A Semana Farroupilha de 2012, em Santa Maria, terá um diferencial: suas comemorações ocorrem na Praça Saldanha Marinho. A abertura oficial aconteceu hoje às 17h, com a presença da 1ª Prenda, Tainara Rodrigues, e do 1º Peão, Rafael Silva, bem como a participação do Coordenador da 13ª Região Tradicionalista, João Carlos Lima, além da secretária de município do Turismo, Norma Moesch, representando o executivo. Após a cerimônia de abertura, o grupo de danças gaúchas do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Taylor Fagundes fez apresentações artísticas.
Guri e prendas da 13°RT junto à Chama Farroupilha.
Helder Machado, Luane do Nascimento e Caroline Vasconcellos.


A programação da 1° Ronda Artístico Cultural, de acordo com o coordenador da 13° Região Tradicionalista (RT), João Carlos Cardozo de Lima, é organizada pela região e conta com oficinas artesanais, culturais e campeiras e apresentações artísticas. E os shows são uma parceria com a Prefeitura de Sana Maria.
A iniciativa é “popularizar a Semana Farroupilha, de modo que a população se aproprie desse movimento e sentimento de ser gaúcho”, explica Lima. Para isso, haverá uma intensa programação cultural e artística, na qual prendas e peões estarão durante toda a semana explicando, mostrando e divulgando as tradições e história do povo gaúcho.
Taynara Ouriques, 1° Prenda da 13°RT comentou alguns dos temas que serão destaques nas oficinas: Amanhã, às 8h iniciará a oficina sobre os símbolos sociais do Estado (ecológicos). Na manhã de domingo, costura é o tema dos trabalhos. Dia 17 de setembro, a partir das 14h a oficina tem como foco os símbolos oficiais do Estado (hino, bandeira e brasão). E na terça-feira, pela manhã, a indumentária gaúcha será assunto abordado.
A Saldanha Marinho terá também música e decoração, além de tendas com comidas e produtos típicos do Rio Grande, e erva mate gratuita para o público.
Confira a programação para a Semana na praça:
Dia 15- sábado
8h – Inicio das atividades com Guarda da Chama e apresentação de Invernadas Artísticas pelas Entidades:
Departamento Tradicionalista Querência das Dores
CTG Os Nativos
CTG Farroupilhas
CTG Os Araganos
CTG Sepé Tiaraju
CTG Abas Largas
Piquete Laçadores Doma de Potro
Piquete Laçadores Manoel Pinto
19h – Show com Miguel Brasil
20h30 – O Bamdaboa

Dia 16- Domingo
8h – Inicio das atividades com Guarda da Chama e apresentações artísticas pelas Entidades:
CTG Tropeiro Velho
CTG Tropeiros da Querência
CTG Passo dos Ferreiros
DTCE Marcas do Pampa
CTG Os Carreteiros
Departamento Tradicionalista Timbaúva
18h – Apresentação da Banda da 3ª Divisão do Exercito
19h – Show com Gurizada Fandangueira

Dia 17- segunda-feira
8h às 18h- Guarda da Chama e apresentação das invernadas
CTG Bento Gonçalves
Associação Tradicionalista Ponche Branco
Departamento Tradicionalista Gaúcho Avenida Tênis Clube
Associação Tradicionalista Estância do Minuano
Departamento Tradicionalista Gaúcho Bombeiros da Tradição
Piquete Laçadores Sotéia
Piquete Sarandi
18h-Apresentação da Banda BASM
20h- Show Conjunto Mate Novo

Dia 18- terça-feira
8h às 18h Guarda da Chama e Apresentação da Invernada
CPF Piá do Sul
Ponche Verde CTG
CTG Estância do Jarau
Piquete Laçadores Os Gaudérios
Piquete Terra Santa
CTG Maneco Rodrigues
18h- Apresentação da Banda ESFAS
20h30 -Teixeirinha Filho / Teixeirinha Neto
21h30- Tony Guimarães e Porteira Gaúcha

Dia 19- quarta-feira
8h às 18h- Guarda da Chama e Apresentação da Invernada
CTG Sentinela da Querência
DTCE Alma Gaúcha
Departamento Tradicionalista Querência da Medianeira
Piquete de Laçadores Coração Gaúcho
Piquete de Laçadores Nico Quinto
Departamento Tradicionalista Gaúcho Noite de Ronda
Piquete de Laçadores Querência de Santo Antão
CTG Ronda de Tropa
CTG Querência do Verde
18h- Apresentação da Banda da 6° Brigada
20h30 – Show com Conjunto O Som da Hora

Dia 20 -quinta-feira
8h às 17h- Guarda da Chama e apresentação da Invernada DTG Noel Guarany
17h-Extinção da Chama Crioula
20h- Show do Grupo Raízes

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Aula pública – Vamos falar sobre cotas?


Aula pública para debater as cotas

            A aula pública – Vamos falar sobre cotas? ocorreu nessa quarta-feira, 05/09/2012, às 18h, na Praça Saldanha Marinho. A manifestação foi uma iniciativa de vários coletivos como Afronta, AENUFSM, Levante, Corap, Ilê Ossanha, Práxi e entidades como DCE da UFSM, Assufsm, Sesufsm, Museu 13 de Maio e Rede Educação Cidadão para falarem sobre as políticas de ações afirmativas e das cotas nas universidades federais, além do apoio de movimentos sociais e estudantis.
Segundo acadêmica de Engenharia de Computação da UFSM, Winnie Silva, 20 anos, integrante do coletivo AFRONTA, a manifestação teve por objetivo esclarecer a população sobre as cotas e a nova lei aprovada pela presidente Dilma Rousseff, na semana passada, com caráter informativo, provocativo e de protesto.
Durante a aula, foi organizado uma mesa de debates na praça que contou com a participação de negros e indígenas, com destaque para a presença de Maria Rita Py Dutra, Suelen Gonçalves, Nei D’Ogum, e os líderes indígenas kaingang Natanael Claudino e Augusto. O coordenador da atividade foi o professor de história da UFSM, Cícero Santiago. Entre os discursos da noite, o líder indígena kaingang Augusto salientou como estão as universidades federais atualmente em relação è receptividade das diferenças, "A Universidade ainda está em Construção. A gente ainda não aprendeu a solidariedade. A gente ainda não se amou”.
Fala da estudante Suelen Gonçalves, cotista do curso Ciências Contábeis da UFSM

O público, composto principalmente por estudantes e por quem passava pela praça e já ficava escutando, acompanhou com atenção os debates. Para William Natael, 21 anos, vestibulando no Práxis Pré-Vestibular, e o aposentado, Gilmor Leal, gostaram da iniciativa, pois acreditam que muitas pessoas ainda não entendem como funciona as cotas.
Os presentes puderam ainda levar para casa o folder informativo que foi entregue. Nele, informações sobre as cotas, argumentação favorável às cotas dos organizadores do evento e também alguns dados referente à situação discriminatória vivenciada pelas populações indígenas e negras. Conforme conta no material, no mercado de trabalho, os negros recebem 50% menos que os não-negros e 90,23% dessa população negra ativa economicamente estão no emprego doméstico; na área rural, 38,4% das crianças indígenas não possuem certidão de nascimento. Os manifestantes defendem que o papel das cotas está além da possibilidade de ingresso no ensino superior público. O argumento no folder defende que “as cotas estimulam o debate sobre a questão racial, questionam a diversidade dentro das instituições de ensino” e objetivam “dar um novo significado à noção de justiça social”.

Saiba +
A referida lei, sancionada em 30 de agosto, prevê a reserva de 50% das vagas em instituições públicas para cotistas, unificando as cotas raciais e sociais, de modo que As universidades terão um prazo de quatro anos para se adaptarem à lei. No site do Portal da Legislação é possível conferir o decreto (http://www6.senado.gov.br/mate-pdf/112899.pdf). Em Santa Maria, em agosto, teve-se também um protesto contra a provação dessa lei.

Texto e imagem por Luana Iensen

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Educação a serviço da sociedade


Educação a serviço da sociedade

Universidades federais terão que disponibilizar 50% das vagas para alunos de escolas públicas.

O 29 de agosto de 2012 ficou marcado na história da educação pública superior do Brasil: a presidenta Dilma Rousseff sancionou, em Brasília, a lei que prevê 50% das vagas das universidades federais para alunos da rede pública. Segundo a lei, a reserva será destinada pelo critério renda familiar, rede de ensino e cor. Serão quatro anos para as instituições se adaptarem.
Na região, a Universidade de Santa Maria (UFSM) apenas reestruturará a distribuição das vagas, pois 40% já são destinadas a essa cota.

Opinião do Professor
Para o professor de literatura, José Eduardo Escobar, 40 anos, tem-se um problema histórico na educação brasileira, desde os ensinamentos jesuíticos, e as cotas é uma forma de compensar essa injustiça. Porém, têm-se dois lados: o favorável, pois os alunos da educação básica têm menos oportunidades do que os de escolas particulares. No entanto, há algumas exceções, como aqueles alunos que estudaram apenas um ano em escola particular não serão beneficiados pela cota. Ele acredita, também, que aumentará a concorrência para os demais 50%.
Mauricio Charão, professor de filosofia, 24, a iniciativa é uma boa alternativa, pois trata mais da cota social do que a racial. Charão acredita que com mais alunos do ensino público básico estudando em federais, e após no mercado de trabalho, “estarão prestando serviço à população em geral, completando um ciclo de prestação de serviços que pagamos com tantos impostos”.
- “O que importa é o esforço e dedicação do aluno, não a cota”, justificam a pedagoga Ivana Bernardes da Silva,41, e Sabrina Londero Rossato, 30, professora de matemática, alegando serem contra as cotas de cor.

Opinião do Vestibulando
O vestibulando para Engenharia Civil, Geferson Matiase, 18, que prestará seu segundo concurso, aprova a cota social, apenas não é favorável às cotas por cor. Para os já acadêmicos de Direito da Unifra, Caetano de Freitas, 17, e Wagner Barichello, 18, o governo deve priorizar a curto e longo prazo melhorias na educação básica, investindo em infraestrutura e professores.
Luciéle Correa, 23, acadêmica de Fonoaudiologia, UFSM, fez curso pré-vestibular gratuito (Alternativa) e aprova as cotas. “Com elas teremos um processo justo, pois a prova é uma, mas alunos da escola privada são melhores preparados”, argumenta. Luciéle.
Oportunidade de preparação
Os alunos que não têm condições financeiras e estudaram em escola pública, têm a possibilidade de se prepararem no Alternativa Pré-Vestibular. O curso é um projeto de extensão da própria UFSM e visa atender essa comunidade. As aulas são ofertadas diariamente no turno da noite e nos sábado à tarde, além de atividades paralelas de socialização de conteúdos com o cotidiano. Os professores são voluntários, acadêmicos da UFSM e Unifra, ou já formados e atuando no mercado de trabalho.


Aula inaugural, 2012, Curso Alternativa Pré-Vestibular.
Fonte:divulgação.

Felipe Girardi, 22, um dos coordenadores do Alternativa e professor de história, afirma que a proposta da presidenta é positiva e coerente com a realidade brasileira. “Não há igualdade de condições de competição entre alunos de escolas públicas e particulares”, comenta Girardi, por isso a importância social das cotas para estudantes de escolas públicas.
- “Certamente, a melhor saída é investir na educação básica, para então ter-se igualdade no ingresso ao ensino superior”, afirma o professor de história.

Por Franciele Marques e Luana Iensen Gonçalves.

Acadêmicas do curso de Jornalismo – Unifra.
Notícia pesquisada e elaborada para a disciplina de Técnicas de Entrevistas e Reportagem. 30.08.2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pelos museus do esporte



Férias geralmente é sinônimo de descanso e curtição. No entanto, é um período também agregador de conhecimento. Unir curtição e aprendizado é melhor ainda. Foi isso que a turma de férias de História do Futebol da Unifra fez no mês de julho. Após as discussões teóricas, alunos e professor foram ver in loco os museus de futebol de Porto Alegre.
A primeira parada foi ao Estádio Olímpico Monumental. Em seu museu, além de fotos, áudios, vídeos e galerias de troféus, há também inúmeros objetos e documentos relacionados à história do Grêmio Foot-ball Porto-Alegrense (http://www.gremio.net). São bolas de jogos históricos, lembranças de viagens pelos países que o time já jogou, calçada da fama, e ainda, o espaço Arena, uma sala explicativa sobre a construção do novo estádio. Quem ainda não conhece o Olímpico tem apenas até dezembro para fazer isso, pois com a inauguração da Arena, o Monumental será demolido, ficando apenas na memória dos tricolores.
Após o meio-dia, visita ao Museu do Esporte no centro de Porto Alegre no Shopping Total (http://www.museudoesporte.esp.br/). Nele há materiais de diferentes esportes (futebol, vôlei, natação, fórmula 1, etc.) de diversos países e de todos os cantos do Brasil. O museu tem também um bar temático para que quem assiste os jogos possa vislumbrar do presente e passado juntos.
Museu do Esporte - Porto Alegre.
 
A próxima parada, o museu do Estádio Beira-Rio do Sport Clube Internacional (http://www.internacional.com.br) proporcionou encanto e história aos visitantes. Além dos símbolos históricos do time (troféus, fotos, bonecos de cera, etc.), o museu conta com aparatos tecnológicos, os quais envolvem os visitantes. Telões mostram vídeos dos principais jogos de títulos colorados, programas de computador disponibilizam de forma interativa a história do time e jogos. Além disso, uma grande tela interativa: o torcedor é filmado comemorando um gol e em segundos aparece na telona, constituindo uma grande arquibancada virtual.
Vista Interna do Museu do Internacional.

Para finalizar o roteiro, visita a Arena Tricolor, o novo estádio do Grêmio que será inaugurado em dezembro deste ano. O tamanho e a aceleração da construção deixaram a turma deslumbrada.
De fato, foi um a viagem de conhecimento e aprendizado que agradou a todos: colorados, gremistas e amantes do futebol

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dica de Leitura - O Abusado - Caco Barcellos

Você gosta de jornalismo investigativo? De um livro-reportagem que evidencia os discursos jornalístico e literário? Então, não deixe de ler Abusado: o dono do Morro Dona Santa Marta, do jornalista Caco Barcellos.


Ficou curioso? Confira, abaixo, a resenha do livro:


Resenha

O jornalismo literário é marcado pela hibridez do discurso jornalístico e literário. A linha supostamente divisória dos dois é tão tênue que é impossível dividi-los. A partir deles, nascem os livros-reportagem. Esses são ricas leituras tanto pela literariedade como a realidade que apresentam. Afinal, são grandes reportagens que não cabem no jornal e por isso extrapolam o espaço dos livros recebendo certo lirismo da literatura. E depois do sucesso dos livros-reportagem a “Revolução das Crianças”, sobre a Revolução sandinista e “Rota 66”, publicado no ano de 1992, que denuncia as ações da Policia Militar do Estado de São Paulo, o jornalista gaúcho, Cláudio Barcelos de Barcelos, mais conhecido como Caco Barcellos, nos contempla com Abusado: o dono do Morro Dona Santa Marta. Esse livro-reportagem relata a história de Márcio Amaro de Oliveira, conhecido como Marcinho VP – O Dono do Morro Dona Marta.
Caco Barcellos nasceu em Porto Alegre, RS, na vila São José do Murialdo em 5 de março de 1950.  Trabalhou como taxista e outras profissões antes de se tornar repórter. Começou no jornalismo como repórter do jornal Folha da Manhã, do grupo gaúcho Caldas Junior. Foi um dos criadores da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre e da antiga revista Versus. Hoje, é um dos repórteres mais famosos o Brasil, com mais de vinte anos de atuação no Globo Repórter, Fantástico, Jornal Nacional e Profissão Repórter.
Abusado é uma reportagem profunda, escrita em forma de romance, a qual conta a história de um menino que mais tarde se tornaria o imperador da favela Dona Marta, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. O protagonista dessa não ficção é Juliano VP (codinome de um dos maiores traficantes do RJ) que representava a terceira geração do Comando Vermelho (CV). Foi essa geração que levou o CV ao controle do tráfico de drogas na cidade maravilhosa.
O livro é dividido em três partes: tempo de viver (com 20 capítulos), Tempo de morrer (com 10 capítulos) e Adeus às armas (com 8 capítulos), totalizando 559 páginas com notas do autor, posfácio e referências. Barcellos levou quatro anos na produção do livro.
O jornalista descreve como eram planejadas e executadas as operações das grandes corporações criminosas que comandam o tráfico de drogas e outras atividades criminosas no Rio de Janeiro. A partir da história de Juliano VP (sua infância, adolescência, entrada e ascensão no tráfico de drogas na favela Santa Marta) tem-se um retrato histórico da ocupação do morro pelo Comando Vermelho e da implantação de sua disciplina de crueldade. Mas, Juliano também é um personagem fascinante, pois é um criminoso com refinado gosto literário, preocupado com o destino da comunidade favelada do estado e com contatos desde os violentos chefes do CV até importantes intelectuais cariocas.
Esses contatos com os intelectuais teve grande repercussão entre os comandantes de outros morros ligados ao CV que difundiram o seu apelido de Poeta e a crença de que o chefe da Santa Marta era um louco que matava pouco, não era muito interessado em dinheiro e tinha o sonho de se tornar uma espécie de embaixador do tráfico no Rio. Caco evidencia ainda o desenvolvimento da cidadania dos moradores da Santa Marta, seus esforços e conquistas. O livro é um relato de vida e de morte que mostra de forma clara o submundo da criminalidade carioca.
Abusado é rico em detalhes. Caco prende o leitor, transportando-o para as vielas e becos de Santa Marta. Com uma linguagem rica em detalhes da fala dos moradores da favela e ao mesmo tempo formal, quando evidenciada a “narração”/informação, Barcellos conquista seu leitor, prende-o.
Certamente é um livro que deve ser lido por estudantes de jornalismo, assim como pelos profissionais já em atuação, pois ele é um “aprendizado” sobre jornalismo investigativo, informação, escrita e livro-reportagem.

Rferência: 
BARCELLOS, Caco. Abusado: o dono do Morro Dona Santa Marta. 15. ed. Rio de Janeiro: Record, 2005.

Por Luana Iensen Gonçalves

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Crônica


Brincadeiras infantis X “brincadeiras” adultas



            Quem nunca brincou de médico na infância? Talvez seja uma das brincadeiras mais comum entre crianças de cinco a sete anos. Talvez pela simples curiosidade de descobrir o próprio corpo e saber o que meninos e meninas têm de diferente entre si.

É possível notar o brilhante olhar dos pais, que observam com graça a pura inocência das crianças, ao verem seus filhos espiarem o que tem embaixo da sai rodada e colorida da menina ou “dentro” da calça jeans do menino. E realmente, é encantadora essa fase de conhecimentos e descobertas, as crianças querem explorar o novo, saber o porquê e a visualização é forma que eles internalizam melhor essas diferenças. A inocência dessas crianças é o que faz o ato de “espiar” o órgão genital do outro um fato puro e sem malícias.

O que se torna inexplicável é quando os adultos resolvem entrar na brincadeira, aproveitando da inocência desses pequenos. Impressionante ainda são as artimanhas utilizadas por essas “criançonas”: desde a promessa de doces, viagem, até ao limite da chantagem; “se você contar pra mamãe da nossa brincadeira, o titio vai machucar você”.

Notícias e fotos chocantes de abuso sexual nos são apresentadas diariamente pela mídia, seja virtual, impressa, visual ou auditiva. E o pior da situação é que não apenas estranhos cometem esse crime, mas, os próprios pais, avós, mães, tios; a família encontra-se desestruturada, ou melhor, o indivíduo encontra-se perdido em meios a tantas crueldades que se vê todos os dias.

De um pequeno afeto, carinhos, passada de mão nos cabelos que viram abusos, violência, que acaba com a infância deixando transtornos psicólogos na criança. A história dos contos de fadas já anunciavam situações macabras e terroristas com crianças (pois o final feliz demorou a chegar às histórias infantis), mas o homem evoluiu, a sociedade transformou-se e esperávamos cidadãos melhores, do bem, que cuidassem das crianças com amor e afeto.

O que se propõe para os novos tempos, e que seja bem próximo, é a volta da brincadeira inocente de médicos na qual participam apenas as crianças, e os pais, meros expectadores da curiosidade infantil.


Essa crônica, ou apenas um singelo projeto de crônica, foi resultante de uma atividade na disciplina de Jornalismo Literário. ( criação de uma crônica literária a partir de um fato real (sobre infância/ criança hoje) em 2010). Agora resolvi tirar dos arquivos. Que tal?




domingo, 1 de julho de 2012

43° Ciranda Cultural de Prendas e 25° Entrevero Cultural de Peões


43° Ciranda Cultural de Prendas e 25° Entrevero Cultural de Peões
Nesse final de semana a 13° Região Tradicionalista (RT) conheceu sua nova gestão de Prendas e Peões Farroupilhas.

           As provas folclórica, escrita e artística da Ciranda Cultural de Prendas e Entrevero Cultural de Peões da 13° RT ocorreram nesse final de semana no DT Querência das Dores, na sede do centro.
          A abertura oficial e a Mostra Folclórica aconteceram na sexta-feira, 29 de junho, à noite. O tema desenvolvido pelas prendas foi Costura. Na manhã de sábado, prendas e peões realizaram a prova escrita, a qual contém questões dissertativas sobre geografia e história do Rio Grande do Sul e tradicionalismo. Para as candidatas à prenda juvenil e Adulta, a prova consta também de uma redação. Esse ano, os temas foram tecnologia na evolução do trabalho e Código Florestal Brasileiro.
            Na parte da tarde, os candidatos realizaram a prova artística. Essa conta de uma avaliação oral, na qual o candidato comenta sobre sua vivência tradicionalista e/ou de um dos projetos desenvolvidos durante o ano; declamação ou canto para as prendas, e as duas opções para os peões; apresentação de uma dança tradicional e outra de salão.
Além dessas provas, os candidatos entregam um relatório de suas atividades como prendas e peões durante sua gestão na entidade tradicionalista “mãe”. São participações e promoção de eventos, além de dois projetos, um envolvendo os Centros de Tradições Gaúchas e outro “MTG vai à escola”.
            As prendas realizam a Mostra Folclórica, já os peões a Prova Campeira. Nela são demonstradas as habilidades dos candidatos com as lides campeiras do gaúcho, como encilhar, cevar o mate e dobrar o poncho. A prova aconteceu no dia 23 de junho, na sede campestre do CTG Sentinela da Querência.
            Neste ano, a comissão avaliadora do concurso veio da 5° RT.
A 13ª Região Tradicionalista (13ª RT), tem sede em Santa Maria e conta atualmente com 89 entidades filiadas. É composta pelos municípios de: Agudo, Dilermando de Aguiar, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Formigueiro, Itaara, Ivorá, Nova Palma, Paraíso do Sul, Restinga Seca, Santa Maria, São João do Polêsine, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul, São Sepé, Silveira Martins e Vila Nova do Sul. Mais informações você encontra na página eletrônica http://www.13rt.com.br/

Gestão 2012/2013
No sábado à noite, um jantar baile foi realizado para divulgar o resultado do concurso, nas dependências do Clube Dores. No total, participaram 8 candidatas para a categoria prenda mirim, 6 para prenda juvenil, 5 para prenda adulta, 3 para guri e 2 para peão.
Confira abaixo os novos representantes da cultura gaúcha da 13°RT:


foto: Aline Vargas – facebook.

1ª Prenda: Taynara Hella Moraes Ouriques – DT Querência das Dores
2ª Prenda: Natiele Camponogara Righi – CTG Sentinela da Querência
3ª Prenda: Anne Lara Padilha de Menezes da Silva – AT Poncho Branco

1ª Prenda Juvenil: Alexandra Mortari Vianna – CTG Bento Gonçalves
2ª Prenda Juvenil: Laura Schmitt Schlotfeldt – AT Poncho Branco
3ª Prenda Juvenil: Vitoria Jacobi Quatrin – DT Querência das Dores

1ª Prenda Mirim: Caroline de Oliveira de Vasconcellos – CTG Sentinela da Querência
2ª Prenda Mirim: Luane Rodrigues do Nascimento – CTG Bento Gonçalves
3ª Prenda Mirim: Claudia Elaine Cardoso Bandeira – Ponche Verde CTG

1º Guri Farroupilha: Helder Moreira Machado – CTG Bento Gonçalves
2º Guri Farroupilha: Eduardo Jardim da Trindade – AT Poncho Branco
3º Guri Farroupilha: Kauã Quinhones da Silva – Ponche Verde CTG

1º Peão Farroupilha: Rafael Santos da Silva – DTG Noel Guarany
2º Peão Farroupilha: José Vinicius Teixeira da Silva – CTG Bento Gonçalves

Revisão SIS II - Questões