quarta-feira, 20 de junho de 2018

Tipo x Gênero Textual


TEXTO: a diferença entre tipo e gênero textual
           
Ao utilizarmos a linguagem para comunicação, empregamos novos gêneros textuais orais ou escritos ou gêneros que já existiam anteriormente. Porém, a maioria das pessoas não tem consciência que utilizam determinadas espécies de textos com particularidades e objetivos próprios. Os gêneros, segundo Marcuschi (2008), contribuem pata estabilizar e ordenar as atividades comunicativas do dia a dia.
Por isso, a importância de distinguirmos tipo textual e gênero textual:
Tipo textual: designa uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). Os mais conhecidos são: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção.
Gênero textual: é uma noção para referir aos textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriamente funcionais, estilo e composição característica. Alguns exemplos de gêneros textuais: telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula expositiva, reunião de condomínio, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, email, (....) e assim por diante .


Confira a característica principal de alguns gêneros textuais que aparecem nas provas de concursos e vestibulares para interpretação:
NOTÍCIA: gênero bem diverso; possui autor; possui estrutura fechada, no lide deve-se responder: quem? Quando? Onde? Como? E por quê?
REPORTAGEM: uma reportagem apresenta informações mais aprofundadas sobre fatos que despertam interesse ao público a que se destina um jornal ou uma revista, acrescentando opiniões e diferentes pontos de vista. É estabelecida uma ligação entre o fato principal e os paralelos, através de citações, trechos de entrevistas, tabelas, mapas, boxes informativos, fotografias, dados estatísticos, por exemplo.
CRÔNICA: gênero híbrido entre a linguagem jornalística e literária. Apresenta fatos do cotidiano que levam o leitor a refletir. A linguagem empregada nesse tipo de texto tende a ser simples, direta.
ANÚNCIO PUBLICITÁRIO: é um modo específico de apresentar informação sobre produto, marca, empresa, ideia ou política, visando a influenciar a atitude de uma audiência em relação a uma causa, posição ou atuação. Costuma ser estruturado por meio de frases curtas e em ordem direta, utilizando elementos não verbais para reforçar a mensagem.
ARTIGO DE OPINIÃO: texto dissertativo em que o autor desenvolve seu ponto de vista sobre determinado assunto. É assinado.
EDITORIAL: texto dissertativo em que o editorialista desenvolve o ponto de vista da empresa (revista, televisão, rádio) sobre determinado assunto. Não é assinado, pois representa uma opinião coletiva.


Referências
INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da linguagem. 5. ed. Campinas – SP: Pontes, 1997.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2012.
TERRA, Ernani. Gramática, literatura e produção de texto para o ensino médio: curso completo / Ernani Terra, José De Nicola – 2. ed. reforma. São Paulo: Scipione, 2002. (Série Parâmetros).

sábado, 12 de maio de 2018

Carpe diem, Walt Whitman



"Aproveita o dia,
Não deixes que o dia termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias sim podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela sobre as pequenas coisas.
Não atraiçoe tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.

Não permitas que a vida passe sem teres vivido..."


Walter Whitman (1819 - 1892)  foi um jornalista, ensaísta e poeta americano considerado o "pai do verso livre" e o grande poeta da revolução americana.
Carpe diem é uma expressão em latim que significa "aproveite o dia". Essa é a tradução literal, e não significa aproveitar um dia específico, mas tem o sentido de aproveitar ao máximo o agora, apreciar o presente. 
Uma frase usada do final do Império Romano, da decadência, onde eles, não tendo mais perspectivas, repetiam isso. Deveria ser "carpe spiritum diem" ou "aproveite espiritualmente o dia".
O termo foi escrito pelo poeta latino Horácio (65 a.C.-8 a.C.), no Livro "I de “Odes”, em que aconselha a sua amiga Leucone na frase: “...carpe diem, quam minimum credula postero". Uma tradução possível para a frase seria “...colha o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã”.
O significado de Carpe Diem é um convite para que se aproveite o tempo presente, usufruindo os momentos intensamente sem pensar muito no que o futuro reserva.
  


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Período Composto por Subordinação - Orações Substantivas

Chama-se período composto por ter mais de uma oração (verbo). É subordinado por ser constituído de oração principal e oração (ões) subordinada (s).
As orações subordinadas são aquelas que funcionam como termo de outra oração; por isso são orações dependentes. Elas podem ser substantivas, adjetivas e adverbiais e equivalem, respectivamente, a um substantivo, um adjetivo ou um advérbio. Essa classificação também está ligada à função sintática que a oração subordinada exerce na oração principal.

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

As subordinadas substantivas podem exercer função de sujeito, objeto direto, indireto, complemento nominal, predicativo, aposto ou agente da passiva.
Elas são introduzidas por conjunções subordinativas integrantes: que e se. Também certos advérbios interrogativos, pronomes indefinidos ou interrogativos podem iniciar essas orações.
Olhe quando será o evento.  
Sei quem o estima.  
Ignoro quanto vale o sítio.

Quanto à forma, essas orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. As desenvolvidas se ligam a oração principal por meio das conjugações subordinativas integrantes. As reduzidas apresentam verbo no infinitivo e podem ou não ser ligadas por preposição.

Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: funciona como objeto direto do verbo da oração principal e pode ser transitivo direto ou transitivo direto e indireto.
Ex.: O prefeito disse que o prazo para as licitações será prorrogado.

Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: exerce função de objeto indireto da oração principal.
Ex.: A professora insistiu muito em que os alunos tivessem aulas de recuperação.

Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: exerce função de complemento nominal, isto é, que completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio da oração principal.
Ex.:  Tenho convicção de que ele retornará o mais brevemente.

Oração Subordinada Substantiva Predicativa: funciona como predicativo em relação à oração principal.
Ex.: O problema da monografia é que você não cumpriu com todos os objetivos traçados.

Oração Subordinada Substantiva Apositiva: funciona como aposto da oração principal.
Ex.: Desejo-lhe uma coisa: que tenhas um abençoado 2016!

Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: exerce função própria de substantivo.
Ex.: É imprescindível que você participe do evento.

Atenção
Quando a oração é subjetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3º pessoa do singular. Estes verbos podem estar:
1. Verbo na voz passiva sintética ou na passiva analítica (sabe-se, ficou decidido, diz-se, foi anunciado, conta-se, comenta-se, soube-se).
Ex.: Sabe-se que Aline não gosta de João.

2. Verbo de ligação + predicativo (é bom, é preciso, é conveniente, seria interessante, é certo, parece certo ...).
Ex.: É bom que você compareça ao baile

3. Verbos: Admirar, Agradar, Acontecer, Convir, Ocorrer, Parecer, Importar, preocupar
EX: Convém que você não se atrase para o cursinho.

Referências
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2010.

INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.

SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2012.


quarta-feira, 9 de maio de 2018

No meio do caminho, tinha a ansiedade.


Desde a revolução industrial, a tecnologia tem evoluído e transformado a rotina da população mundial. Apesar dos benefícios, viver entre tantas tecnologias e a ideia de “não tenho tempo” têm afetado o psicológico de muitas pessoas. O resultado? O aumento de casos de ansiedade no Brasil (58% da população consoante dados da ONU). Entre as causas, observam-se a sociedade da velocidade e a prática do bullying.
Cada vez mais, e desde mais cedo, as pessoas têm realizado tarefas de modo interrupto já na infância e na adolescência; os jovens estudam, fazem cursos extras e atividades físicas, são quase visitas em casa. Quando adultos, trabalho, estudo, atividades extras e do lar. Segundo pesquisas, cerca de 30% dos brasileiros adultos vivem em estado de esgotamento psicológico. Essa condição de canseira faz com as pessoas fiquem ansiosas, preocupadas pelo próximo domingo, pelas férias, e quando o momento chega não aproveitam.
Além do fato de permanecerem “atrás do tempo”, muitos indivíduos têm sofrido cada vez mais bullying, seja no espaço escolar como no profissional. Conforme relatório ONU, 43% dos jovens já sofreram bullying. Já no âmbito empresarial, nos últimos anos, houve um aumento de 32% de denúncias (dados do Ministério Público do Trabalho). O resultado é que essa parte da população fica propensa à ansiedade. Tais vítimas de agressões físicas ou psicológicas nem sempre sabem a quem recorrem e ficam doentes.
A partir do exposto, percebe-se que o viver em velocidade e a prática do bullying são causas do aumento de casos de ansiedade entre os brasileiros. Para amenizar tal problema, é interessante que empresas disponibilizem atividades de relaxamento para seus funcionários durante os intervalos e que instituições educacionais intensifiquem campanhas contra o ato do bullying, evidenciando as consequências para os agressores e para os agredidos.

Luana Iensen

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Resumão da Crase


Crase (acento grave `) é o nome que se dá à contração de duas vogais idênticas. Pode ocorrer em algumas situações:

*Crase  da Preposição A com os artigos A, As
Termo que exige a preposição a + termo que aceite o artigo a
Ex.: Temos amor à arte                 
Respondi às perguntas

MACETES:
* Substitua a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.
Ex.: Respondi aos questionários = Respondi às perguntas.

* Substitua, diante de nomes de localidades, o verbo ir por voltar. Se aparecer a expressão voltar da, ocorre a crase. Ex.: Vou à Bahia (Volto da Bahia)
Se vou a e volto da, crase há          Se vou a e volto de, crase pra quê?

* Crase da Preposição A com Pronomes Demonstrativos
Aquele(s), Aquela(s), Aquilo(s), substitui-se por Este(s), Esta(s) ou Isto, se aparecer a este(s), a esta(s) ou a isto, ocorre a crase.
Ex.: Eu me referia àquele aluno do fundo.

Casos de Crase FACULTATIVA
æ Diante de nome próprio feminino.
Ex.: Entreguei o convite à / a Ana.

æ Diante de pronome possessivo feminino singular.
Ex.: Entreguei as fotos à / a sua prima.

æ Depois da preposição até.
Ex.: Vá até à / a direção.

Casos de Crase OBRIGATÓRIA
æ Diante da palavra hora, clara ou subentendida.
Ex.: Sairemos às quatro horas.

æ Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento.
Ex.: Chegou à tarde (tempo). Falou à vontade (modo).
Exceto em Locuções Adverbiais de Instrumento:
Fez a barba a navalha (instrumento) / Escreveram o texto a caneta (instrumento)

æ Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de...

æ Diante de palavras masculinas, quando houver subentendida uma palavra feminina (moda, maneira, loja, casa...).
Ex.: Enviou à Globo seu protesto. Usam sapatos à Luís XV.

æ Diante das palavras casa e terra, quando determinadas.
Ex.: Voltou à terra (ao estado) de sua família e correu à casa (ao prédio) dos pais. Depois de um tempo, visitou a casa (o prédio) dos tios.

Casos de Crase PROIBIDA
æDiante de verbos. Ex.: Voltamos a contemplar o mar.
æ Diante de palavras masculinas. Ex.: Passeamos pelo mato a cavalo.
æ Diante de pronomes pessoais, indefinidos, relativos e demonstrativos. Ex.: Pedi a você que não contasse a ela nem a ninguém o que vimos.
æ Diante de artigos indefinidos. Ex.: Contou o segredo a uma amiga.
æ Diante de locuções formadas por palavras repetidas. Ex.: gota a gota; cara a cara.
æ Diante de palavras no plural, se o “a” estiver no singular. Ex.: Não falo a pessoas estranhas.

Professora Luana Iensen

Referências
CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2010.
INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2005.
SACCONI, Luiz Antônio. Gramática para todos os concursos. 4. ed. São Paulo: Nova Geração, 2012.

domingo, 29 de abril de 2018

Estou preso, logo inexisto


De acordo com dados do Ministério da Justiça, o Brasil é o quarto país do mundo em número de presos, sendo que em 1990, havia 90 mil presos e, hoje, são 607 mil. Diante desse número assustador e aumentativo ao longo da história, evidencia-se o caos que se instaurou no sistema carcerário brasileiro. Entre tantas problemáticas envolvidas, destaca-se a falta de capacitação dos agentes penitenciários e a superlotação dos presídios.
          O sonho de muitas pessoas é a provação em um concurso público. Porém, isso pode transformar-se me pesadelo quando não se está preparado para certas vagas. Nem sempre os agentes penitenciários (função concursada) recebem um treinamento eficiente e constante atualização. Conforme Marcos Sloniak, diretor da Escola Penitenciária do Distrito Federal, é preciso mudar a cultura do agente penitenciário: “O foco não pode ser só a segurança e a disciplina”. Para ele, o servidor responsável pela guarda dos presos tem que entender que a reintegração social do detento é uma das principais maneiras de diminuir os índices de violência.
              Outro desafio a ser enfrentado é a superlotação dos presídios brasileiros. Dados do Ministério da Justiça apontam que, em vários estados, a ocupação chega a ser 190% a mais da capacidade permitida. Celas que foram construídas para abrigar dez presos chegam a ter 35 pessoas. Conforme a resolução do CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária), “superlotação não é compatível com o processo de socialização”. Esses dados evidenciam o caos atual desse sistema.
A partir dos desafios destacados, nota-se que o sistema prisional brasileiro enfrenta um colapso. Para amenizar esse caos e projetar soluções a longo prazo, é urgente que o governo faça promova cursos preparatórios para os agentes penitenciários assim como uma ambiente de trabalho humano, tanto para os funcionários como para as pessoas em exclusão. Ainda, deve realocar presos a fim de diminuir a superlotação assim como trabalhar em conjunto com o poder judiciário para que os processos possam ser julgados com mais agilidade.

Luana Iensen Gonçalves



quarta-feira, 25 de abril de 2018

Amargo

Um amargo para adoçar a alma
Um amargo para diminuir a distância 
Um amargo para nunca perder as raízes 
Um amargo para esquecer as amarguras 
Um amargo para abraçar a saudade

 
Luana Iensen Gonçalves




* Minha homenagem pelo dia do chimarrão comemorado em 24 de abril.
.

Revisão SIS II - Questões