quinta-feira, 28 de julho de 2016

Dica de Redação EsSa


Olá, concurseiros!!

Tenham atenção com a banca da EsSa. Eles avaliam se o texto está “limpo” (sem rasuras, caligrafia clara e margens visíveis), além de valorizarem muito os acertos gramaticais. Qualquer desvio ortográfico, de acentuação, concordância, regência ou outro, há uma penalização “pesada” neste item.


Mas, não esqueça a tipologia: dissertativo-argumentativo! Por isso seu texto deve ser composto de:

* Título
Breve, criativo e opinativo.
* Introdução
Parágrafo que apresenta o tema e a tese (defesa).
* Desenvolvimento
Dois parágrafos de argumentação os quais defendem a tese. É possível explorar diferentes estratégias argumentativas: exemplos, dados, comparações, citações, entre outros. Valorize as comprovações.
* Fechamento
Parágrafo no qual se retoma a tese e propõe-se uma solução para o problema ou apenas se ratifica a importância do tema.

Para essa “receita” funcionar é preciso interpretar com atenção a temática da redação. Lembre-se: a banca não disponibiliza textos de apoio, mas sim apenas um parágrafo informativo. Desse é preciso extrair o tem o qual vocês dissertarão.


Professora Luana Iensen

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Discurso de formatura - JORNALISMO


Excelentíssima Profª, Irani Rupolo, Magnífica Reitora do Centro Universitário Franciscano, demais autoridades já citadas no cerimonial, professores e funcionário homenageados, familiares, senhoras e senhores convidados, queridos colegas, boa noite!
Quatro se passaram e mesmo que pareça clichê, por tudo que vivemos ou não em busca dessa formação, vale a pena dizer: “Você não sabe o quanto eu caminhei Pra chegar até aqui”.
E para entender tudo o que caminhamos, parafraseando Carlos Durmmond de Andrade, colega, agora, poderíamos nos perguntar:
E agora, formanda?
“O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?” Continuarão nos acompanhando?
As gravações se findaram,
Os recados em vermelho foram arquivados,
As fotos foram reveladas,
As emoções explodiram,
O TFG foi escrito, entregue, defendido e, ufa, aprovado!
As aulas terminaram,
E agora, formanda?
O mercado de trabalho é competitivo,
Os concursos são poucos,
A concorrência é grande,
E agora, formanda?
Somos jornalistas por formação,
Queremos mudar o mundo,
Somos apaixonados por gente,
Somos contadores de histórias,
E agora, formanda?
Nem eu, nem vocês, nem nosso mestres têm as respostas para essas perguntas, mas temos muitos caminhos.
Se escutássemos Mathama Ghandi, por exemplo, ele nos diria: “não existe um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho”. É isso que vivemos por quatro anos e continua agora. A felicidade pode estar em êxtase hoje, mas ela foi saboreada a cada produção na faculdade.
Já uma resposta de Gabriel Garcia Marquez seria: “O jornalismo é a melhor profissão do mundo”. Em seu discurso, ele afirmou: “Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte”.
Para Jenkins, a resposta seria: bem-vindos à convergência: um mundo em que as significações passam por mudanças periodicamente. Bem-vindos ao aprendizado constante.
E por fim, Arthur Schopenhauer, nos deixaria um alerta como jornalistas: “A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém pensou sobre algo que todos veem.”
Cara colega, a caminhada foi árdua até aqui, mas ela ainda não terminou. Agora, seguiremos novos caminhos, mais passos serão dados em busca da carreira profissional. E se nós saímos dessa jornada acadêmica um pouquinho maiores, um pouquinho mais virtuosos, parabéns – nós já iniciamos uma mudança.
E saio da Unifra com uma certeza:
Talvez a gente não mude o mundo todo, mas se tivermos vontade de mudar o nosso micromundo, o mundo de um amigo, de um desconhecido ou de uma comunidade, já fizemos algo grande, já fizemos algo enorme.
E como já me alonguei demais, termino, com a licença de todos, declamando uma poesia que não fala de jornalismo, mas de alma, de ser humano, daquilo que precisamos ter em mente para ir tocando em frente. O texto é do escritor parnasiano e jornalista, colega nosso, Olavo Bilac. Chama-se “Credo”. O credo é uma profissão de fé, que sela a escolha que fizemos e pela qual estamos aqui hoje.

Crê no dever e na virtude.
É um combate insano e rude
A vida em que tu vais entrar.
Mas, sede bom ! Com esse escudo,
Serás feliz, vencerás tudo...
Quem nasce vem para lutar.

E crê no bem,
‘Inda que um dia
No desespero e na agonia
Te vejas pobre e injuriado,
Por toda gente desprezado
Perdoa o mal e crê no bem.

E crê na pátria,
Mesmo que a vejas
Cheias de ideias mal fazejas,

Em qualquer época infeliz.
Não abandones.
Porque a glória
Hás de ver mudar numa vitória
Em cada cicatriz.

E crê no amor !
Se pode a guerra
Cobrir de sangue toda a terra
Levando tudo à assolação.
Mas, pode límpida e sublime
Cair sobre um grande crime
Uma palavra de perdão

Muito obrigada!!

Luana Iensen Gonçalves

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Metamorfose ambulante

Cássia Eller imortalizou em sua voz: “Mudaram as estações, nada mudou, Mas eu sei que alguma coisa aconteceu, Tá tudo assim, tão diferente, Se lembra quando a gente, chegou um dia a acreditar, Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre sempre acaba”. Sim, tudo acaba, só sobra a busca pela felicidade interna.
Aquele casal de namorados que você admirava, sonhava em ter um amor assim na sua vida, como um conto e de fadas. Aí, você descobre que eles terminaram, a relação já era uma fachada. Não existiam mais os dois, era cada um para o seu lado. A bolha de vidro quebrou-se. Sabe aquela amiga, supervalorizada no trabalho? Um status social invejável? Pois é, no fundo sofria de depressão, largou tudo e agora é feliz, livre, leve e solta, trabalhando no seu próprio negócio.
Casos assim acontecem todos os dias. Todinhos. Realmente alguma coisa aconteceu, como já melodiava o Cássia Eller.Em mundo tecnológico, opressivo, em que as pessoas á não se olham mais, alguma coisa aconteceu. Que bom. Aconteceu coragem dentro dos corações e das almas das pessoas. Muitos querem ser borboleta, mas têm medo de passar pela transformação.
Coma as mudanças de estações, tudo ao lado de fora muda: a paisagem, o canto dos pássaros, os caminhos percorridos, os sorrisos, os abraços. Mas, refiro-me ainda às mudanças internas que começam a florescer junto à primavera. O frio me deixa acuada, mas a primavera me faz renascer.
A primavera faz desabrochar sonhos adormecidos, mais do que isso, faz-nos querer realizar sonhos. Ela nos dá ânimo e nos faz apressar o passo em busca de novos desafios e metamorfoses. Talvez seja isso que tenha acontecido.
Mudanças não são fáceis, mas são necessárias para podermos metamorfosearmos. Agora, está primavereando dentro de mim como uma borboleta em metamorfose. Espero vê-la nascer logo, voando além do horizonte. Afinal, “hoje o céu está lindo, é primavera...”.

Luana Iensen Gonçalves


domingo, 30 de agosto de 2015

Metamorfose antecipada



Ainda é agosto, mas a primavera já nos sorriu.
Não me refiro apenas à temperatura quente no meio do inverno que nos fez  guardar os casacos e procurar as roupas leves e a sandálias.
Não me refiro apenas às flores que desabrocharam antes do esperado. Inclusive, as ruas estão lindas e perfumadas. Rosas, amarelas, o dia tem amanhecido como um arco-íris.
Com o florescer mais cedo, o cantarolar dos passarinhos também se transforma em melodia ao nossa dia a dia. A natureza é um ciclo e uma misteriosa dádiva.
Refiro-me às mudanças internas que começam a florescer junto à primavera. O frio me deixa acuada, mas a primavera me faz renascer.
A primavera faz desabrochar sonhos adormecidos, mais do que isso, faz-nos querer realizar sonhos. Ela nos dá ânimo e nos faz apressar o passo em busca de novos desafios.

Está primavereando dentro de mim como uma borboleta em metamorfose. Espero vê-la nascer logo, voando além do horizonte. Afinal, “hoje o céu está lindo, é primavera...”.



domingo, 23 de agosto de 2015

crônica de um aluno

Semana passada teve viagem escolar, mas esse aluno não pôde ir e escreveu sobre os sentimentos.
Tive sentimentos muito próximos aos dele, por isso pedi para publicar e ele aceitou desde que eu não colocasse o nome dele, já que seria no meu blog. Segue:

10000 km
O que eu mais queria era que o tempo fosse totalmente acelerado durante esse dia tão infeliz, o qual eu aguentei com muito sono. Mandavam-me vídeos, fotos e áudios, mas realmente eu preferia estar lá. Sentir o momento, não ver ou escutá-lo, rir junto, cara a cara. Contrário de áudio e áudio. Madruguei junto, mas sem estar junto, gostei da viagem, por mais que eu não tenha participado dela. Andei pelo museu, sem estar lá, talvez esse seja um dos benefícios da internet. Fazer com que você viaje, sem necessariamente pegar a estrada. Só faltou mesmo foi o momento verdadeiro de tudo isso, para que se tornasse real. Só indo junto. O mais importante nem é o lugar, mas sim, estar com teus amigos. Agora que já não aguento mais de sono, porque a viagem foi longa, pretendo dormir e fingir que não senti tristeza alguma durante esse dia! Boa noite!
20 de agosto de 2015, 22h20min.

Aluno anônimo

sábado, 15 de agosto de 2015

de novo a "festa" na Saturnito...

Não é a primeira vez nem será a última que eu escrevo e reclamo da festa dos “bixos” (ou “bichos”?) na Saturnito. Todo semestre alguma autoridade se pronuncia dizendo que arrumarão um lugar para as festas, mas até agora nada resolvido. Por que não usam o centro de eventos da UFSM? É um atentado ao pudor à população santa-mariense que três quadras centrais sejam fechadas para uma festa nada inocente. Não basta beber, é preciso beber até cair, fazer barulho, correr em meio aos carros, quase ser atropelado. Como se isso não bastasse, em que situação a praça amanhece? Imunda, fétida, intransitável.
Como cidadã, preocupa-me saber que ali podem estar o meu futuro médico, advogado, professor, fisioterapeuta, pedagogo. É assim que deixarão seus consultórios depois do trabalho? É assim que deixam suas salas de aulas na universidade? É assim que deixam seus quartos? Não me venha com “estamos comemorando”. Essa desculpa não cola. Afinal, é assim que você comemora um aniversário, casamento ou formatura?
Como professora, decepciona-me saber que no meio da algazarra podem estar ex-alunos. Toda consciência de cidadania que passamos anos tentando vivenciar na escola esvazia-se em dois copos de cerveja.
Parabéns ao que fazem trotes solidários, parabéns aos que fazem suas festas com educação, parabéns ao que cuidam da limpeza da cidade, parabéns ao que têm e semeiam o sentimento de coletividade!!

sábado, 18 de abril de 2015

O câncer chamado corrupção

Décadas atrás Renato Russo já nos prenunciava o que vivemos hoje na nação brasileira: “Nas favelas, no senado / Sujeira pra todo lado / Ninguém respeita a constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação / Que país é esse?” É o Brasil da corrupção sem dó nem piedade. Essa corrupção o torna um país desorganizado e corrompe o desenvolvimento de seus três pilares: segurança, saúde e educação. Quando esses itens forem tratados como bens essenciais à população, seremos uma nação em “ordem e progresso”.
Diariamente os meios de comunicação evidenciam casos de assaltos, assassinatos, violência em plena luz do dia. Isso faz com as pessoas cerquem suas casas, instalem câmeras, controlem o horário de ir e vir. Tornamo-nos prisioneiros dos bandidos. E o direito de segurança previsto em lei? Verbas públicas são desviadas pela bancada política, e assim não sobra dinheiro para investir nos prédios, em mais concursos para termos mais policiamento nas ruas. É preciso que o governo deixe de ser corruptível e tenha atitudes práticas. Leis suficientes nós temos, basta que se faça cumpri-las igualmente para os cidadãos, sem discriminação; que se coloque mais policiamento nas ruas; iluminação pela cidade para nosso direito ser atendido.
Além de sentir-se seguro de casa para o trabalho ou do trabalho para o lazer, é direito da população uma saúde pública de qualidade. Seguidamente reportagens televisivas investigam escândalos envolvendo a saúde pública: são licitações fraudulentas para prefeitos desviarem dinheiro; são adulterações de receitas para médicos ganharem comissões; são vendas ilegais de remédios (que deveriam ser gratuitos à população) que fazem o mercado da corrupção crescer. Isso deixa o próprio sistema doente fazendo com que pessoas morram numa fila de espera por uma cirurgia. O Estado precisa de uma administração efetiva que combata a corrupção e que não se deixe corromper para que distribua o dinheiro de acordo com as necessidades de cada região. 
Outro setor brasileiro que tem sofrido com o “câncer” da corrupção é a educação. Mais uma vez muitos políticos aproveitam licitações para desviar recursos para suas contas particulares. Quem perde é a sociedade: alunos com escolas com problemas de infraestrutura, com falta de professores, com falta de merenda. Estudar em um ambiente limpo, iluminado, com material e professores capacitados além de estimular o aprendizado faria com que se diminuísse a taxa de abandono escolar.

Diante do exposto, percebemos que muitas coisas devem ser feitas para darmos uma resposta positiva à pergunta feita por Renato Russo. Para isso, é preciso que a população fiscalize seus governantes a fim de conquistarmos nossos direitos e lutarmos pela diminuição da corrupção. Já que, um povo que tem educação de qualidade, recebe bons cuidados médicos e promove uma ampla segurança.

Revisão SIS II - Questões